quarta-feira, março 18, 2009

Escura foi a noite

Escura foi a noite.

e se aquelas árvores pudessem falar para te dizerem que te estás a destruir
eu ia com vozes na minha cabeça para te entregar uma rosa
há dois meses e 4 dias que estou parado a pensar nisto
nem há vontade de molhar os pés junto ao mar naquelas praias pálidas
a única coisa que tenho feito é olhar-te ao longe
e mesmo ao longe a cor castanho dos teus olhos é incrível!
aquela dia, da festa no apartamento mudou tudo,
fiquei com vontade de ir aquela casa na praia, aquela onde te imagino beijada pelo sol
e onde o mar, calmo e azul não me distrai de ti
vou mudar de planos e deixar o clube do silencio!
vou assumir de peito aberto que te quero levar para aquele castelo de cristal
aquele castelo onde cortamos e colamos as peças dos nossos encontros platónicos.
só te quero pedir que não olhes para trás!
as portas que há para abrires já estão abertas - fiz questão disso!
anda comigo, vamos cometer erros! partilhar euforias e explodir com o que apenas o nosso olhar alcança
vamos partilhar aquele ultimo peluche que ainda há nas nossas sombras.
aquele que te fazia descansar e esquecer as mentiras.
acorda mulher!
estes campos magnéticos têm amor a menos do teu lado da cama.
pela manha, baixinho e sorrateiramente move-te para mim. abraça-me como se o teu corpo de um casaco se se tratasse
estamos melhor agarrados, anda que eu sempre quis ver onde o mar e o oceano são um só.
vamos ser crianças, criar uma nova ordem e lançar foguetes para o céu
vamos ser crianças hiper-activas e correr naquele jardim dos sons e das paixões
vamos ser crianças e agir como se fossemos os mais altos à face da terra
vamos ser crianças e criar máquinas secretas que só nos sabemos para que servem
vamos ser crianças e esquecer as tristezas e os problemas
vamos ser crianças que elas têm a pureza no coração.
...anda, que já não aguento estas pancadas no peito!
...anda, vamos-nos perder nas ondas à volta do mar
...anda, antes que a rosa que era de vitoria se transforme em algo cinzento e triste
...anda, que até a dormir ouço as ondas do mar que nunca te trazem para junto de mim.


(by 47)

3 comentários:

Anónimo disse...

Não li o texto 47 vezes, mas li as bastantes para me deixar imbuir nesse imbróglio de um “trás para frente”, de rodopios de uma “noite escura”, de “sombras” que se cruzaram na construção do meu próprio puzzle…

Divagar desta forma, é algo muito pouco eloquente de assumir o papel de comentar um post – “fiz questão disso”- , mas como o faço de livre vontade, não estarei à espera que me crucifiquem!

B&R

Mãozinhas disse...

Quando o mar não nos traz a paz de espírito que precisamos, e as ondas enrolam na areia sem parar, resta-nos construir um barquinho e fazermo-nos ao mar alto...Podemos ou não chegar a bom porto...Pelo menos fomos nós, com ou sem ele...

Anelar

47 ou 27 ou um qualquer outro numero disse...

mais uma coisa, o texto tem vários enigmas, cada estrofe tem referencia a nomes de uma ou duas bandas...num total de muitas bandas que agora não sei ao certo quantas foram.