quinta-feira, julho 17, 2008

when what remains is to write...

Quero agarrar-te, perder o controlo numa nuvem avarenta do teu sangue..Deleitar-me e ver-te aí mesmo estendido..Estou cansada de limbos verdejantes de raiva, que acabam todos entrecruzados num beco sem saída..Preciso de te ver transbordar dentro do que a minha pequena dimensão conhece..Fecho-me ou saio..Deixo-me ficar acabrunhada entre estes medos feridos de frustração, ou simplesmente resgato-me, e permito-me sentir o arco-íris de emoções, mesmo quando todas elas estiveram a ficar púrpuras…Abre-se uma frecha aqui mesmo neste meu pequeno mundo... quero remendá-la já..não deixar que se percam as vivência já esquecidas, que me esvaia em planos do que nunca fui..Quero-te deixar ir em prelúdios de dias finais..enfiar uma foice na mochila,e percorrer outros mundos que não este…

10 comentários:

Mãozinhas disse...

Espectacular! dos melhores textos teus que eu já li!

Mãozinhas disse...

andas a escrever pó teu pai??????? looool

Mãozinhas disse...

Pois, talvez o meu complexo de Édipo não tenha sido ultrapassado da melhor forma..lol..se bem que se o meu lesse
isto, ia tirar umas interpretações giras..Tenho que experimentar..lol

João Torgal disse...

Que texto...as tuas palavras têm mesmo o condão de entrarem no nosso corpo e por lá ficarem enquanto as vamos absorvendo e sentindo.
Adorei. Continuo a achar que devias escrever com mais frequência, deixando o teu talento falar por si.
Beijinho:

João

Anónimo disse...

Mete o arco-iris na mochila, tira a foice, e chupa-lhe o sangue. ah! e sê meiga, porque as foices cortam.

Mãozinhas disse...

Ninguém disse que era ternurenta ah!

Anelar

A. Jorge Oliveira disse...

;-)

Walter disse...

Brutal rita, brutal!dos melhores senao mesmo o melhor

Rui Oliveira disse...

é claramente o despejar de sentimentos... isso é bom

Anónimo disse...

It is a valuable phrase