Escura foi a noite.
e se aquelas árvores pudessem falar para te dizerem que te estás a destruir
eu ia com vozes na minha cabeça para te entregar uma rosa
há dois meses e 4 dias que estou parado a pensar nisto
nem há vontade de molhar os pés junto ao mar naquelas praias pálidas
a única coisa que tenho feito é olhar-te ao longe
e mesmo ao longe a cor castanho dos teus olhos é incrível!
aquela dia, da festa no apartamento mudou tudo,
fiquei com vontade de ir aquela casa na praia, aquela onde te imagino beijada pelo sol
e onde o mar, calmo e azul não me distrai de ti
vou mudar de planos e deixar o clube do silencio!
vou assumir de peito aberto que te quero levar para aquele castelo de cristal
aquele castelo onde cortamos e colamos as peças dos nossos encontros platónicos.
só te quero pedir que não olhes para trás!
as portas que há para abrires já estão abertas - fiz questão disso!
anda comigo, vamos cometer erros! partilhar euforias e explodir com o que apenas o nosso olhar alcança
vamos partilhar aquele ultimo peluche que ainda há nas nossas sombras.
aquele que te fazia descansar e esquecer as mentiras.
acorda mulher!
estes campos magnéticos têm amor a menos do teu lado da cama.
pela manha, baixinho e sorrateiramente move-te para mim. abraça-me como se o teu corpo de um casaco se se tratasse
estamos melhor agarrados, anda que eu sempre quis ver onde o mar e o oceano são um só.
vamos ser crianças, criar uma nova ordem e lançar foguetes para o céu
vamos ser crianças hiper-activas e correr naquele jardim dos sons e das paixões
vamos ser crianças e agir como se fossemos os mais altos à face da terra
vamos ser crianças e criar máquinas secretas que só nos sabemos para que servem
vamos ser crianças e esquecer as tristezas e os problemas
vamos ser crianças que elas têm a pureza no coração.
...anda, que já não aguento estas pancadas no peito!
...anda, vamos-nos perder nas ondas à volta do mar
...anda, antes que a rosa que era de vitoria se transforme em algo cinzento e triste
...anda, que até a dormir ouço as ondas do mar que nunca te trazem para junto de mim.
(by 47)