terça-feira, março 10, 2009
"Algo Completamente Diferente"
Já não vejo um filme há muito tempo. O ultimo que vi mexeu muito comigo. Tenho medo de me desiludir com os filmes novos.
Eu já não consigo beber Whisky, uma vez bebi muito! pensava que todo o Whisky do mundo acabava naquele dia.
Uma vez deixei cair uma moeda de 20 cêntimos, não me ia baixar para apanhar 20 cêntimos - atirei uma moeda de 1€ para o chão e assim apanhei 1.20€.
Preciso de 30€ para comprar um livro de Poesia, ando para o comprar há muito tempo - faz-me falta!
Só li um romance na minha vida toda e gostei.
Cortei o cabelo, faz 5a feira um mês. Já está enorme. Ouvi dizer que o cabelo cresce mais depressa quando andamos com stress e em marés de azar.
No outro dia fui multado por ter o carro mal estacionado - lá se vão os 30€ do livro de poesia.
Tenho uma teoria. Quanto mais os olhos estiverem abertos para observar uma pessoa, mais gostas dela. É porque estarás a olhar para ela ao longe e tens de te esforçar para a ver - para mim, olhar à distância é um esforço tremendo.
Eu gosto de mãos. Tenho um guião para uma curta em que as mãos são os "actores" principais - modéstia à parte é muito bonita a minha ideia.
Também ando a compor umas coisas. Tecnicamente já não - perdi a inspiração numa noite.
Se eu editar um EP, chamar-se-a "Sim Magalhães".
Também tenho em mente compilar os meus poemas e prosas. Às vezes queimo o que escrevo. Se tivessem todas num livro já não as queimava - ouvi dizer que os livros ardem mal.
Gosto de raparigas que fazem covinha nas maçãs do rosto quando sorriem - a irmã de um amigo meu deixa-me doido. Acho que a vou pedir a Joana em casamento. Lá em casa eles gostam todos muito de mim, até o cão.
Já não cozinho há muito tempo - vamos marcar um jantarzinho.
Nunca percebi porque é que há pessoas que tiram os macacos do nariz e os colocam na boca. Eu gosto de fazer bolinhas com os macacos e atirá-los como se estivesse a jogar ao berlinde. É para matar as saudades.
Tive uma fase da minha vida em que era viciado em batatas fritas de pacote - adoro o barulho das batatas fritas na boca.
Só joguei no euromilhoes uma vez na vida. Tenho medo de ter sorte ao jogo.
Houve um dia em que tive uma ideia brilhante, não a apontei e esqueci-me dela.
Eu tinha um talento enorme para a prática de futebol. Tive duas lesões nos momentos chave da minha carreira. A primeira foi aos 13. Deixei de sonhar muito cedo.
Tenho uma mania. Só gosto de números pares e de alguns impares. Gosto muito do numero 3.
Gosto tanto de funerais como de casamentos. Encontro sempre gente bem vestida e que já não via há muito tempo.
Acredito que estou destinado a ser alguém - não sei é quem!
Ando preocupado com a minha capacidade de ingerir álcool. Estou a comer menos e até estou mais magro.
Acho que na semana passada foi a 1a vez em que chorei por estar feliz - foi bom.
Dar Sangue é a coisa mais romântica de sempre. Dar um rim também é romantico, mas não é tanto.
Gosto de pessoas que mesmo sem falar me tiram as dúvidas todas. É tão bom não perder tempo com coisas desnecessárias.
by Diogo Santos
Hoje sinto saudade...
Hoje sinto saudade... dos teus olhos verdes, do mar, das mãos dadas...
Hoje sinto saudades das tuas conversas sobre nada e mais alguma coisa...
Hoje sinto saudades da roupa de verão, dos tops da cor do alface e das tranças muito pretas no cabelo...
Sinto saudades do teu sorriso e dos teus movimentos sensuais até para as flores..
Sa tua simpatia e do teu cabelo loiro pelos meus ombros.
Dos teus dentes do siso de leite.
Hoje tenho saudades vossas
segunda-feira, março 09, 2009
Pintura com Saudade
domingo, março 01, 2009
História de Embalar
Era uma vez um carrossel feito de algodão doce (daquele que parece uma nuvem…). Os meninos vinham de todas as partes do mundo só para poder brincar neste carrossel, que girava, girava, girava e girava, e voltava a girar como se fosse um pião que alguém tivesse lançado antes, e que nunca mais havia podido parar. Os pais alternavam entre os sorrisos embevecidos pela imagem rodopiante das suas crianças, e o olhar cabisbaixo, causado pela vergonha de também eles quererem brincar com os filhos no carrossel. Eles não sabiam que ainda eram crianças, e que na verdade seria impossível, algum dia, deixarem de o ser. Por isso mesmo, lá se entretinham com as guloseimas que os filhos haviam deixado para trás, não à força dos múltiplos avisos de que o açúcar faz mal aos dentes, mas sim porque o carrossel não deixava que os petizes se interessassem por nada mais…
Este carrossel emanava um aroma muito forte a morangos colhidos na Primavera. Era tão forte, mas tão forte, que um dia chegou ao céu. E foi nesse dia que os anjos sentiram pela primeira vez o cheiro a morangos, e ficaram tão deliciados que rapidamente organizaram uma excursão ao local de onde o mesmo provinha.
Quando tentaram entrar, o dono do carrossel não deixou. Disse que tinham de pagar, como todos os meninos. Ora na terra dos anjos não há dinheiro, porque quando eles querem agradar a alguém tocam música com as suas harpas, daí que não precisassem de notas ou moedas, aliás nem sabiam sequer o que eram. Foi assim que formaram uma orquestra de harpas e tocaram uma melodia bem alegre para conseguirem entrar. Como não gostava de música, o dono não se convenceu e impediu, mais uma vez, que os anjos brincassem no carrossel. Mas os querubins, que tinham vindo de tão longe, tocaram a melodia ainda com mais força, até que os meninos que estavam no carrossel os conseguiram ouvir. Por momentos, como que enfeitiçados, os meninos correram na direcção do som das harpas, e depararam-se com os anjos. Quem estava lá diz que não percebeu bem o que se passou depois, e que só se lembra, que todos juntos, os anjos e os meninos, viajaram em claves de sol até ao carrossel. Mais tarde só se pode ouvir uma ária de risos, terrenos e celestiais, que só parou ao anoitecer, quando todos foram sonhar…
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
E o Óscar vai para...
Bem sei que a história do jovem indiano que sonha ser milionário e conquistar a sua amada arrecadou o título de melhor filme, na passada noite de domingo...De facto, o filme é bastante bom, no qual se perspectiva de forma crua a realidade das favelas indianas, mas que, simultâneamente, transmite a mensagem implícita e explicita de que é possível mudar, bastando acreditar, tal como fez Jamal Malik.Contudo não posso deixar de salientar o filme "O Leitor", que valeu a Kate Winslet o prémio de melhor actriz principal. Simplesmente sublime...Todos os detalhes ou críticas ficarão aquém do que quero exprimir, por isso aqui vos deixo o trailer, para convencer os mais cépticos a verem o filme...
domingo, fevereiro 22, 2009
Noites...
Foi durante o meu velório,
que assisti à tua morte.
Carpir peremptório,
simulacro de má sorte.
Cai o teu véu sobre a minha tumba,
E já perto dos sete palmos de terra ainda te sinto na penumbra
Estou de partida.
Não chores mais por mim,
continuarei a esquecer-me de ti
até que a memória desapareça enfim.
E agora a insónia....
sábado, fevereiro 14, 2009
Dia dos namorados
É um site com TUDO que quiserem saber acerca deste "mítico" dia!
Incrível!
sábado, fevereiro 07, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
Sem título
sábado, dezembro 27, 2008
Ano Novo Estereofónico
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Oh Oh Oh
1)


Finalmente o senhor atenuou a porcaria que fez ao sair da Casa Branca...Sem dúvida um acessório a não dispensar.
2)

Por falar em WC, porque nao pedir ao Pai Natal este lip gloss em formato sanitário..aposto que o chineses nao têm destes
3)

Não sei qual a razão mas os presentes vão todos parar à retrete...Para os amantes de golf um pequeno campo de golf, para as longas estadias no WC..
4)

Que o Pai Natal não se esqueça desta toalha que dá para os dois lados...
5)


Que tal uma iluminura da Virgem Maria na nossa torrada matinal..Talvez nos salve do pecado da gula
6)
Este pinguim de ovos doces...
7)
Porque não esta cabeça de alce insuflável...Um cenário rústico fica sempre bem nesta época...8)

Claramente baseado no amigo do Homer Simpson...
9)
Um paliteiro que exorciza os nossos males...10)


Este é sem dúvida o meu preferido..Um manual que ensina a beijar, com indicações precisas acerca das várias fases labiais que se dão durante o beijo...Enfim nada como experimentar..
E é com estes devaneios natalícios que vos desejo um FELIZ NATAL!
domingo, dezembro 14, 2008
Vegetação
Continuava estirada na cama, numa massa amorfa de xailes, cobertores, e outros lanifícios afins, que mais pareciam aprisionar-me, interditando assim o suposto aconchego da chuva que se esbatia contra o vidro opaco da única janela do quarto. As pálpebras pareciam trazer em si o peso de mil anos, quando semicerravam o sonho, e o transformavam em pesadelo. O telemóvel tocava, enquanto me rebolava, mais uma vez, no leito onde vivo as núpcias do resto dos meus dias. Não queria atender. Não queria falar. Dizer palavras ocas de significado, que num acto pleno de egoísmo quero abarcar só para mim.
Tentava enfim sair da cama. Avidamente procurava o comando da tv. Queria estupidificar-me, combater o desassossego promovido pelas interrogações que se vão acumulando no baú, de cada vez que exploro um pouco mais daquilo que me rodeia. Percorri todos os canais. Já eram 14h e continuava acorrentada ao ócio que me corrompe até ao tutano das vísceras, que já não aguentam mais viver neste corpo mundano, profano, insano…Deixemo-nos de prosas poéticas, quando hoje só existem factos. E o facto é que ainda estou na cama (como se houvesse viva alma que queira realmente tomar conhecimento desta ocorrência). Não saio. Não ando. Simplesmente, hoje, não quero saber.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Esquecer II...
Deitada, os meus olhos desejavam chorar mas secos estavam como a garrafa de água ao meu lado: sós. Inertes. Vazios e...Secos.
Decidi, dada a garrafa sem água, não pensar em ti.
Decidi defender-me de ti e desse teu puzzle incompleto, como um soldado na frente de batalha desarmado e ferido.
Ás vezes penso mesmo que estou sentada num banco de madeira sem uma perna e que me equilibro nele para não cair, da mesma forma que equilibro as tuas peças do puzzle para não pensar em ti.
Outras vezes, encosto o banco de madeira velha sem perna à parede e deixo-me estar muito quieta, deixo-me estar simples e...sem metamorfose.
Nesses dias, dias de parede branca,... escrevo e: solto as peças de ti no chão como uma criança que as deixa cair só porque está distraída.
sexta-feira, novembro 14, 2008
domingo, novembro 02, 2008
O Eterno Retorno
Com pesar, falou-me de desgostos de amor, de glórias lupanares, que fatalmente se deixaram arrastar pelo efémero. Conheceu gente, passou pelos quatros cantos do mundo, construiu o seu próprio império de sonhos como se se tratasse de um castelo de cartas…Belo, mas frágil. Caminhou pelo deserto, escalou montanhas e percorreu as tundras enregeladas pelo prazer. Foi pirata, saqueador dos sonhos com que construía o seu mundo fantástico..E não, não se importava se os sonhos eram pertences íntimos de outrem, não lhe interessava que podia quebrar existências, quando roubava, com desdém, as quimeras daqueles que para elas viviam.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Amnesia
sábado, setembro 13, 2008
quinta-feira, setembro 04, 2008
Partida
-Então sempre vens comigo?
-Acho que não. Esse sítio fica longe demais-respondeu ele.
Sim, esse sítio ficava longe demais, longe de qualquer contacto previamente estabelecido...Não havia nada de familiar no lugarejo para onde iria. As paredes encontravam-se pintadas de um branco gélido, as cortinas, já gastas pelo tempo, escondiam as paisagens que ninguém quer ver...e os olhares eram vazios..vazios de alma e de fé.
Mas sim, era nesse lugar inóspito em que pensava ficar contigo. Adormecer-te nos meus braços, afundar-me em prosas sonhadoras do que há-de vir..Haveríamos de plantar um jardim, com túlipas de todas as cores, daquelas que cheiram a jasmim, e que só nós conhecemos. Finalmente abriríamos a janela e veríamos uma embarcação, em mar alto, daquelas que leva a desilusão para bem longe.
Com armadilhas, caçaríamos os predadores, aqueles que ferozmente nos vão rasgando por dentro..Faríamos um banquete com os seus restos nauseabundos de outros mundos infecundos.
Ao final da tarde sentar-me-ia contigo naquela rocha que vela o som do mar e, com contentamento, numa simbiose dançante, tua palavra ouviria. Caída a lua sobre nós, numa massa de sonhos me moldaria a ti, e num figurino improvisado talvez te visse a meu lado…
De malas feitas, parti, e num eco agonizante ouvi, por fim:
- “Já te disse: fico sem ti.”
sábado, agosto 30, 2008
Norte
O Que Há
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,cansaço,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
sexta-feira, agosto 15, 2008
O Peso do Miosóti
Nos intersticios corroídos por si próprios, que ficaram espalhados no jardim, esfrego a minha alma perdida em restos de si mesma..Quando te pedir que venhas comigo, não te escondas, vamos explorar aquilo que ficou escondido atrás das árvores, vamos arrancar as raízes que ainda nos prendem ao amanhã que nunca vem..Peço-te que me ofereças uma flor, o miosóti purpura, com que cobres o teu rosto ao amanhecer..Preciso ver o teu olhar embevecido quando deslumbras o céu..Vem comigo, desbravar as noites marejadas de luar, salpicar o sentimento com o brilho das estrelas cadentes..Deixa-me arrebatar-te com um beijo, já cansado de esperar, numa fila de vontades, que se conglomeram em bolas de fogo que a tua ausência vai dardejando aqui mesmo, no epicentro deslocado do local do sismo…O cansaço desvanece-se entre todos os momentos em que ainda penso ser possível conhecer-te…desnudo daquilo que não és, num processo de subtracção contínua em que extraio a tua essência…qual será o seu aroma? Tem o perfume de terra molhada, ou será que ainda cheira a maresia, naqueles dias em que os tons dourados do pôr do sol se esquadrinham nas ondas?Se a tactear como é?Será sedosa, ou pelo contrário espinha-nos a cada toque?Não sei…só conheço os ecos do que acho que sei, e que, ilusoriamente, sustêm o peso das interrogações, que ,penso, se finam lentamente em si mesmas…
terça-feira, agosto 05, 2008
Sem espartilhos...
injecto-me contigo até à exaustão.
Nas ruas lunáticas que percorro,
já te vislumbro entre os meandros de solidão...
Exaltas-me, fazes-me arder com paixão,
desolas-me de antemão,
enfraqueces-me e enalteces-me,
com essas tuas ideias excêntricas e bizarras.
És tu quem me despe nas noites de escuridão,
desta minha armadura de frieza,
que me protege e embalsama..
Beijas-me com as tuas palavras,
com o verso que não rima,
com o suspiro silenciado pelas tuas estrofes.
Eclipsas os ponteiros do relógio,
libertas-me e prendes-me secretamente,
ao manto de loucura ensolarada..
O incesto cometo ao escrever-te,
pois com paixão carnal te sinto,
mas simultaneamente te concebo,
e de mim nasces tu, ó meu rebento..
A tua realidade enlaça-me,
encaixa-me e trespassa-me.
E se um dia o triste fado me levasse,
talvez fosses tu poesia, o meu destino acarinhado..
quinta-feira, julho 17, 2008
when what remains is to write...
Quero agarrar-te, perder o controlo numa nuvem avarenta do teu sangue..Deleitar-me e ver-te aí mesmo estendido..Estou cansada de limbos verdejantes de raiva, que acabam todos entrecruzados num beco sem saída..Preciso de te ver transbordar dentro do que a minha pequena dimensão conhece..Fecho-me ou saio..Deixo-me ficar acabrunhada entre estes medos feridos de frustração, ou simplesmente resgato-me, e permito-me sentir o arco-íris de emoções, mesmo quando todas elas estiveram a ficar púrpuras…Abre-se uma frecha aqui mesmo neste meu pequeno mundo... quero remendá-la já..não deixar que se percam as vivência já esquecidas, que me esvaia em planos do que nunca fui..Quero-te deixar ir em prelúdios de dias finais..enfiar uma foice na mochila,e percorrer outros mundos que não este…
domingo, julho 06, 2008
Curiosidade: Camp Image
Assim,
"Camp image: Estética que se reporta aos manifestos de Oscar Wild e Susan Sonta, remetendo para a androginia, a teatralidade, a ironia, a frivolidade e o artifício. É frequentemente associada à cultura gay".
Além dos Queen (que são um exemplo deste estilo camp) é também apontado o David Bowie, entre outros da época, como campers.
(camp, em inglês, além de acampamento, poder ter o significado de antiquado, ridículo, afeminado, gay).
"A maquilhagem diz-nos mais que o rosto"
Oscar Wilde
E esta heim?
quarta-feira, julho 02, 2008
Festival de Benicàssim

17 a 20 de Julho |
| Preço: Passe 4 dias - 151€ (ver melhor aqui) |
| Descrição:
17 de Julho Aldo Linares 18 de Julho Babyshambles 19 de Julho American Music Club 20 de Julho Calvin Harris Simply THE Festival! :) (okay, o optimus alive também está muito bom) |
segunda-feira, junho 30, 2008
Atlas Sound
I walked outside
I could not cry
I don't know why
É assim a letra do tema “Recent Bedroom” do último e único álbum de Atlas Sound.
Este álbum, editado este ano, chama-se “Let the blind lead those who can see but cannot feel” sendo que este é, na minha opinião, um nome, nada fácil de pronunciar radiofonicamente mas que reflecte muito do álbum.
Ao ouvir o álbum com atenção podemos fechar os olhos, tentando encontrar refúgio nos sons chuvosos e silenciosos de Bradford James Cox. Estes sons, algo melancólicos, algo metálicos transportam-me para janelas de comboios regionais em dias de chuva. O reflexo do nosso nariz de perfil no vidro molhado, um pouco distorcido, parece-me combinar bem com o som do comboio que arranha os carris da viagem cega. Num misto de segurança e dor é assim que a musica de Atlas Sound dança desengonçadamente no estômago, chorando sem lágrimas, num grito mudo.
"Let the Blind Lead Those Who See But Cannot Feel" retrata uma fase da vida de Bradford Cox quando este foi internado num hospital durante todo um Verão da sua adolescência, devido a uma doença de ossos degenerativa. O isolamento das paredes brancas do hospital sente-se neste álbum, que compôs sozinho com poucos instrumentos e o seu laptop.
Com influencias como Robert Wyatt, Everly Brothers, Suicide, Laurie Anderson, The Breeders, Robin Guthrie, Casino Versus Japan, Stereolab, William Voight, Sparks, S.E. Rogie, Nuno Cannavaro, Piere Henry, Raymond Scott, Roy Orbison, este é um album a não perder.
Neste marasmo de ideias quase sem sentido destaco duas musicas: Recent Bedroom e River Card.
segunda-feira, junho 23, 2008
Viagens da Almerinda das Arroteias

Numa noite na varanda de casa foi decidido por unanimidade escrever ou relembrar ou simplesmente imaginar aqueles conselhos ou frases (quase em forma de mandamentos)que as avozinhas tanto nos dizem.
Estes conselhos, de tão sábios que são, fazem quase uma súmula de toda uma vida de experiências vindas algo do fantástico ou do (porque não?) bucólico (ou será burlesco?)?
1. Minha filha(o), guarda sempre o melhor para ti...
2. Agora os homes também já usam brincos? Nunca faças isso!
3. Um sorriso não custa nada a ninguém.
4. Vê la, você também tem telhados de vidro, também As tem em casa.
5. Ajudai o vosso pai, ele faz muito por vós.
6. Vê lá, andas sempre a mudar de namorado(a): quem muito escolhe, muito se engana.
7. Também já tomas dessas drogas???
8. Ele deve andar metido na farinha, que ele é só carros novos!
8. Ela nunca me enganou.
9. Olhaa...ela(e) juntou-se (sussurro).
10. Olha que uma mulher/homem quer-se refeitinha(o), estás muito magra(o)!
11. Não andes para aí a dar pão aos pitos!
12. Olha que ele toda a vida foi um escravo, labutou labutou e agora oh? Acho que ainda deixou um dinheirinho pós filhos.
13. Tu estuda, se algum dia quiseres ser alguém!
14. Olha que como fizeres a cama, assim te deitas.
15. Faz o teu pézinho de meia, nunca sabes quando te vai fazer falta.
16. Que é que ela anda sempre a fazer em redor, sempre em redor, sempre em redor do... padre?
16. Também usas dois brincos na orelha?
17. Um triguinho com planta e leitinho com a cevada é que te faz bem.
18. Olha, ele é Doutor mas anda a ajudar o pai no quintal!
19. ...as internets!
20. Areeerica amiga, não sejas como o Zé do Rato, tudo que tem, tudo põe ao trato.
21. Anda cá, que eu vou-te fazer uma espera!
22. Aquela entrada daquela casa é uma estrumeira, que gente porca! É preciso ter gosto!
23. Ele comprou um carro? Não! Anda a pagá-lo!
24. Olha eles são uma xupistas, andam sempre corridos pa lá, pa segurança social, eles uns xupistas!
25. Também andas com as calças rasgadas, falta-te dinheirinho em casa, é? Sempre remendado, sempre remendado!
26. Tu vê lá, ainda te calha uma boa Bisca!
27. Aquela mulher é limpa, tem sempre uma roupa no estendal sempre tão branquinha! Assim é que tu devias arranjar!
28. Olha que elas põem-se a pé cedo, não são como vós. Elas são videiras!
29. Férias? ai que a vida não está prá isso!
30. A empresa do oitro lá fechou, mas olha o dono ainda bufa bem, aí com bons carros! Eles não têm pena dos coitados!
Especial funerais:
1. Olha foi pa junto de Deus!
2. Quem ficaria com o cordão da avó?
3. Coitadinho, olha como Deus o apanhou de repente!
4. Quem será a assear a campa?
5. Ainda ontem andava aí todo direitinho...
Especial casamentos:
1. Gostou? O quê?? Só um xiquinho nos pratos, agora tudo quer ir pás quintas, tudo quer ir pás quintas e depois não há quem pague!
2. E a noiva estava bonita? uii cheia de brilhantes, com aquelas mamas ao leu!
3. Foi um casamento pla igreja ou plo civil?

4. Você pensa que não é com o dinheiro das prendas? como é que eles tinham dinheiro para isso?
Por favor, completem esta nossa colecção com mais grandes pérolas destas que se lembrem...
lol
domingo, junho 15, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
Coliseu
domingo, junho 01, 2008
O beijo...

René Magritte

Gustav Klimt

Pablo Picasso
Meu coração tardou
Meu coração tardou. Meu coração
Talvez se houvesse amor nunca tardasse;
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,
Tanto faz que o amor houvesse ou não.
Tardou. Antes, de inútil, acabasse.
Meu coração postiço e contrafeito
Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,
Talvez, num rasgo natural de eleito,
Seu próprio ser do nada houvesse feito,
E a sua própria essência conseguido.
Mas não. Nunca nem eu nem coração
Fomos mais que um vestígio de passagem
Entre um anseio vão e um sonho vão.
Parceiros em prestidigitação,
Caímos ambos pelo alçapão.
Foi esta a nossa vida e a nossa viagem.
Fernando Pessoa
quarta-feira, abril 16, 2008
..or lets just smile
terça-feira, março 11, 2008
Só porque apetece...
http://www.blogotheque.net
(quando não tiverem mais que fazer - ou então não - )
domingo, março 02, 2008
Anyone else but you - The Moldy Peaches
Os Moldy Peaches são um grupo da cidade da grande maça (para quem não souber qual é recorra ao grande advento acima mencionado) fundado por Adam Green e Kimya Dowson (recorram, desta feita, ao advento, mais especificamente ao myspace, para verem o projecto a solo dos respectivos pois também merece a pena).
Fazem parte do "movimento anti-folk" (para quem quiser mais esclarecimentos acerca do movimento, agradeço que partilhe aqui no blog porque eu própria ainda estou para o perceber).
Isto tudo para dizer que uma das musicas dos The Moldy Peaches faz parte da banda sonora do filme JUNO (que eu ainda não vi mas ando em pulgas - utilizando a gíria portuguesa - para o ver).
Esta musica chama-se, "Anyone else but you" e tem uma letra simplesmente...sublime!
É precisamente a letra da musica que pretendo partilhar e que aqui vos deixo:
You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
I will find my nitch in your car
With my mp3 DVD rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Up up down down left right left right B A start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Nota:
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Curiosidade: VAGINAS DENTADAS?
O que é, então, uma vagina dentada?
Fui à net pesquisar e cá está o fruto da minha pesquisa....
divirtam-se....
Entre os maoris, há um mito interessante envolvendo a vagina. O semideus Mauí tem fama de curioso e criativo. Buscando a imortalidade, Mauí partiu para o mundo ctoniano, onde morava a deusa dos mortos. Pensava aproveitar o sono desta para entrar no seu corpo pela vagina, seccionar seu coração e escapar pela boca.
Antes de partir recomendou aos pássaros que o acompanhavam que não fizessem nenhum barulho, para não acordar a deusa. Mas, no momento em que passava a cabeça pela vagina da Deusa, um dos pássaros achou o espectáculo tão engraçado que foi tomado por riso incontrolável. A grande dama da noite acordou sobressaltada, fechou as coxas, e Mauí, o travesso, pereceu estrangulado. Depois desse acidente a morte passou a existir no mundo.
Os maoris associam, assim, a vagina à morte. Os nomes que usam para designá-la são: casa da morte, desgraça e buraco destruidor. A vagina, porta de entrada no mundo, adquire o sentido de destruição.
Na Índia é bem conhecida a lenda da vagina dentada. O pénis do homem seria decapitado por tal monstruosa boca, por uma…vagina possuidora de assustadores dentes. Até a psicanálise freudiana falou dela, como uma transcrição directa do poder feminino e… do medo masculino. O horror de ser castrado no momento do coito atribui, então, o poder às mulheres.
A vagina dentada é um símbolo poderoso de cintos de castidade, acentuando o mistério da sexualidade feminina, especialmente da anatomia genital e seu poder. O mito é também um resumo da sexualidade de Eva. A vagina dentada muda o mito de Eva, permitindo que mulheres possam guardar seus desejos sexuais para os homens, assim como controlar a entrada do homem dentro dela, mais do que o inverso.
A representação mais actual desse fenómeno é a Viúva Negra; ela permite sexo para a reprodução e depois mata seu parceiro. A vagina dentada também permite a penetração apenas para a castração depois do acto.
Comentários? nenhum!
Fura_bolos (lol)
sábado, fevereiro 09, 2008
Prenda para o dia dos namorados?
Há algo de único nos palhaços… são aquelas personagens que inexplicavelmente têm a profissão de fazer rir os outros….
Como será viver do riso e das gargalhadas dos outros?
Alguém uma vez disse que por detrás de um sorriso de um palhaço se esconde um homem com uma lágrima disfarçada entre as pestanas, com gestos demasiado falsos para serem…verdadeiros…
John Wayne Gacy vivia do riso das crianças na rua…
John Wayne Gacy vestia-se de vermelho e pintava a cara de branco…
John Wayne Gacy tinha o olhar triste quando criança e, em adulto, vagueava entre os risos dos lábios doces e sujos do gelado de baunilha com chocolate…
His father was a drinker
And his mother cried in bed
Folding John Wayne's T-shirts
When the swingset hit his head
The neighbors they adored him
For his humor and his conversation
Em 1978 a policia de Illinois, Chicago, numa busca à casa n.º 8213 West Summerdale, encontra, num alçapão do chão de madeira escura, os corpos decompostos de 29 rapazes mortos…
Os vizinhos diziam que John Wayne Gacy fazia sorrir e sorria…
os rapazes nas paragens de autocarros, sorriam, recebiam propostas de trabalho, iam até à casa n.º 8213, bebiam, sorriam novamente e…
…acabavam por serem abusados sexualmente, com os seus gritos sufocados por acessórios de palhaço e os seus corpos mantidos ao lado daquele que os fazia rir até a decomposição aguentar…
Look underneath the house there
Find the few living things
Rotting fast in their sleep of the dead
Twenty-seven people, even more
They were boys with their cars, summer jobs
Oh my God
Are you one of them?
He dressed up like a clown for them
With his face paint white and red
And on his best behavior
In a dark room on the bed he kissed them all
He'd kill ten thousand people
With a sleight of his hand
Running far, running fast to the dead
He took off all their clothes for them
He put a cloth on their lips
Quiet hands, quiet kiss
On the mouth
No final, guardava-os no alçapão da casa n.º 8213…
Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte.
Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo a fazer desenhos infantis, passava o tempo a desenhar… palhaços…
(desenhava-se a si mesmo? Procurava-se a si mesmo? Ou simplesmente tinha medo de se encontrar e escondia-se num alçapão, num riso de um... palhaço?).
And in my best behavior
I am really just like him
Look beneath the floorboards
For the secrets I have hid.
As suas ilustrações são consideradas itens de colecção e alcançam altos preços no mercado.
Fura_Bolos
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Mitologia contemporânea
O grande roe é um animal mitológico com cabeça de leão e corpo de leão, mas sem serem do mesmo leão. O roe tem fama de dormir mil anos para depois surgir em chamas, especialmente se estava a fumar ao deitar-se.
Diz-se que Ulisses acordou um roe aos seiscentos anos, mas este mostrou-se apático e mal-humorado, pedindo-lhe que o deixasse ficar na cama mais duzentos anos.
O aparecimento de um roe é geralmente considerado coisa nefasta e costuma anteceder um tempo de miséria ou a notícia de uma festa de sociedade.
Woody Allen, Prosa Completa
sábado, dezembro 29, 2007
Genuíno
Talim-Talão, quem é feio?Eu não!
Coloridos ,corroídos e vendidos, trespassam nos nossos espirítos dividos e tingidos...A melancolia do automatismo com que escravizam a civilização é a mesma com que , de antemão, vos embalo nesta lengalenga em jargão..
Tirolirolirorá , quero uma dose de alegria ?É para já...
Com o passar do tempo, preciso de mais um pouco ainda, para não deixar de me chamar Narciso, e não deixar que as frechas na minha pele deixem a nu as feridas indigestas que prespassam o meu peito direito..
Um-do-li-tá quem vem lá?É um cara de amendoá(?!)
Será que contemplo a beleza de quem lê estas palavras satíricas tão loucas de significado? Acredito numa incerteza afirmativa, para que possa, assim, manter a esperança viva..
Com esta certeza de esperança desejo a todos um BOM ANO NOVO!
Anelar
segunda-feira, dezembro 24, 2007
FELIZ NATAL!
Porque todos os anos, quando crianças, o viamos no Natal...
Porque o Natal só era Natal quando dava na televisão...
Porque quem nasceu de 80 a 89 delirou completamente com ele...
Porque recordar é viver.....
FelIz NaTaL *
domingo, dezembro 16, 2007
Just something to remember...
All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World
Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World
Enlarging your world
Mad World.
Fura_bolos (where are the normal people?)
quinta-feira, outubro 11, 2007
O dia-a-dia...
O rio, por baixo, brilha sobre o sol da manha: paraíso?
O autocarro vai seguindo a sua cauda, o seu conto, subtilmente, com crianças que entram e seguram na mochila, com os olhares de loucos que se riem e com os óculos escuros daqueles que escondem a magoa e... o sorriso.
O desafio da duvida e a estabilidade da certeza.
O rubro da insegurança.
A voz que enrola na língua a bipolaridade de querer incessantemente falar.
O corpo sem mensagem: as mãos perdidas sem espaço no bolso; a cinta escondida por detrás do frio; o branco na roupa do mundo.
Fura_Bolos ( :) )
sábado, outubro 06, 2007
Pathways of nobody
Anelar
quarta-feira, outubro 03, 2007
Vozes Intemporais(II)

John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 - 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues americano, nascido em Clarksdale, Mississipi. Foi um dos maiores músicos de blues de todos os tempos, famoso por seu blues estilo "boogie" e seu modo de cantar falado.
Décimo primeiro filho de uma família de agricultores, cresceu ao som de músicas religiosas, por influência da família.
Em 1921 seus pais divorciam-se, e a sua mãe casou-se novamente com William Moore, que era um cantor de blues e foi quem lhe ensinou as primeiras noções de como tocar.
Will Moore tocava às vezes com Charley Patton quando ele se apresentava nas redondezas de Clarksdale. Blind Lemom Jefferson e Blind Blacke visitavam Moore para fazerem um som e essa experiência foi significativa para o blues entrar de vez na vida do jovem Hooker.
John Lee Hooker seguiu os passos de seu padastro e começou a tocar em festivais pelo país.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que se tornaria a sua marca registrada. Ritmicamente,a sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. Sua entoação vocal era menos associada à música de bar comparativamente à de outros cantores de blues. Seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantia as características primordiais do seu som.
Entretanto leva adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou a diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria por ganhar um Grammy.
Hooker gravou mais de 100 álbuns e viveu os últimos anos da sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado num dos seus sucessos.
Anelar
Fonte:wikipédia
quinta-feira, setembro 20, 2007
Coração Polar
Não sei bem de que cor são os navios
quando naufragam no meio dos teus braços
sei que há um corpo nunca encontrado algures no mar
e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial
a tua promessa nos mastros de todos os veleiros
a ilha perfumada das tuas pernas
o teu ventre de conchas e corais
a gruta onde me esperas
com teus lábios de espuma e de salsugem
os teus náufragos
e a grande equação do vento e da viagem
onde o acaso floresce com seus espelhos
seus indícios de rosa e descoberta.
Não sei de cor essa linha
onde se cruza a lua e a mastreação
mas sei que em cada rua há uma esquina
uma abertura entre a rotina e a maravilha
há uma hora de fogo para o azul
a hora em que te encontro e não te encontro
há um ângulo ao contrário
uma geometria mágica onde tudo pode ser possível
há um mar imaginário aberto em cada página
não me venham dizer que nunca mais
as rotas nascem do desejo
e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos
quero o teu nome escrito nas marés
nesta cidade onde no sítio mais absurdo
num sentido proibido ou num semáforo
todos os poentes me dizem quem tu és.
Manuel Alegre
Porque te encontro em todos os suspiros e pensamentos que preconizam a nossa existência durante o hoje e o amanhã...
Anelar
sexta-feira, setembro 07, 2007
Once Upon a Time... In Portugal


Aprender a deixar as pessoas partirem...
Acho que esta é das lições mais complicadas que a vida tem... Como sobreviver à ausência e ao vazio deixado por alguém?
Recordando-a? Guardando-a dentro de nós, nas ruas que passamos juntos, nos cafés que paramos para estar em silêncio, nos sorrisos e gargalhadas que explodiam como fogo de artificio?

Era uma vez um rapaz com cara de miúdo, com os olhos azuis como o céu e com o cabelo sujo de brincar na areia.
Era um rapaz do mundo e toda a gente gostava dele (até os porteiros da discoteca). Havia algo nele especial, quase mágico: era as palavras que utilizava. Ele dizia coisas fantásticas que tornavam as nuvens negras e carregadas em campos de trigo amarelo e, por isso, ele nunca chorava, nem nas despedidas...
A sua barriga era farta de coisas boas e cada alimento que comia, tal como cada pessoa que conhecia, era especial: o sabor forte e picando do chouriço, o travo adocicado nas natas na massa de atum, a leveza com que enfrentava o copo da super bock.
As malas estavam quase prontas para a despedida: estavam tão cheias e carregadas com palavras, com músicas, com livros, com cartas (daquelas que nunca se perdem) que as lágrimas não tinham espaço ou peso para enrolarem na areia como o mar.
No final só se ouviam os gritos dos bêbedos no puzzle escuro da noite e o “Até amanha, quando acordares vai ter lá a casa...”
Fura Bolos
terça-feira, agosto 28, 2007
Loucuras
Foram tantos os precalços que nos fizeram duvidar de nós mesmos, que nos dissecaram os pilares de amor-próprio...que se injectaram nas nossas veias drogadas de nós mesmos..
Foram tantos os acidentes que nos fizeram chocar neste xadrez, em que o peão come o bispo, e o bispo come a rainha..
Foram tantas a bizarrias nesta dimensão em que eu e tu habitamos..que fugazmente deixamos de acreditar no que nos sustém, para depois voltarmos a fazê-lo, a desfazê-lo, e refazê-lo ,nesta roda viciosa de vivências...
Foram tantos os pedaços de amor vagabundos e perdidos por aí que deixamos de conseguir apanhá-los para embalsamá-los em nós mesmos novamente...
Foram tantas as simpatias derretidas pelos negrumes de essência humana, que se coagularam numa só massa, quem sabe para dar origem a outro planeta bem longínquo do nosso..
Foram tantas as vontades, que agora se entreolham todas numa fila que não tem primeira nem última..
Foram tantas as quimeras, que agora sinto vontade de retê-las todas nesta simplicidade de aglomerados de loucuras que vocifero neste insanos desabafos...
Anelar
sábado, julho 28, 2007
Cá vamos nós: ANDANÇAS 2007

De 30 de Julho a 5 de Agosto, S. Pedro do Sul acolhe mais uma edição do Andanças, o festival onde, provavelmente, é possível aprender maior variedade de danças por metro quadrado...
Contudo, existe a clara noção de que há mais vida para além da dança, por isso cresce a oferta de actividades paralelas. Enfim, cada um é convidado a desenhar o seu próprio programa, o seu próprio Andanças.
Esquema diário da programação
Início da manhã:
Aulas de Meditação, Concentração e Aquecimento
Meio da manhã:
Oficinas de Dança, ou de outra coisa qualquer, Passeios na Serra, Actividades para Crianças, Desportos, Ofícios Tradicionais na Aldeia
Tarde:
Oficinas de Dança/Música, Construção de Instrumentos, Canto Tradicional, Actividades para
Crianças Malabarismo, Teatro de Rua, Percussão, Pintura
Fim de Tarde:
Aulas de Meditação e Relaxamento
Princípio da noite:
Concertos na Capela, Ciclo de documentários seguidos por debates, histórias e canções para
pequenos e graudos ao quentinho da fogueira, Teatro.
Noite:
Bailes, Concertos, Espectáculos em vários palcos em simultâneo.
Pela noite dentro:
Espaço aberto à improvisação musical.
Andanças 2007
terça-feira, julho 10, 2007
Little Children

Hoje decidi alugar um dvd com a certeza de um filme banal que preenchesse uma noite de farra que tinha deixado para traz.
Há filmes que nos marcam sem sabermos porquê: talvez porque nos identificamos com as personagens; talvez porque nunca realmente os compreendemos e o filme agarra o nosso pensamento de uma forma subtil, de incubação sentimental...talvez porque o filme tem AQUELA cena, que pode ser apenas dois minutos de uma imagem vaga, que cola na nossa cabeça e se fecharmos os olhos ainda a vemos, como grandes holofotes de luzes vermelhas...
Hoje decidi alugar um dvd e houve uma frase no filme que, estranhamente, se colou à minha memória como a roupa molhada se cola ao corpo...
A frase era tão simples como algo do género: “O ser humano, nós, somos seres milagrosos...porque temos a capacidade de ver as pessoas que gostamos partir e, ainda assim, continuamos....”
Fura_bolos
quinta-feira, junho 28, 2007
Aqui vendem-se laços
…Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
-Laços? – Perguntou o principezinho.
-Sim, laços – Disse a raposa – Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo.
Só conhecemos as coisas que cativamos. Os homens agora já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
In O Principezinho
Para quê dizer mais?
Anelar
terça-feira, junho 26, 2007
Sounds of Silence

Entre o escrever e o branco…
Entre lua e o cigarro…
Entre ti e mim…
Há um interlúdio quase de saudade…súbita.
Fura_Bolos
("We break mirrors on Fridays as soon as we wake up to try to have some fun for the weekend. We never do. We wander from screen to screen. Staring at screen savers, watching commercials. Waiting for you. Waiting for some sigh.")
sábado, junho 23, 2007
Rock In Taipas

www.rockintaipas.blogspot.com
Fura_Bolos (e depois digam que as Taipas não é uma vila à maneira, ah? :P )
sexta-feira, junho 08, 2007
Um dia (a)normal...
Eram 30segundos de dois namorados a discutir.
Gesticulavam habilmente no primeiro compasso da sua discussão de uma relação envernizada de fresco de um primeiro amor.
O relógio deu os 30segundos iniciais e a rapariga desiste e…
silêncio.
Olha para o rapaz, ainda a meio metro de distância a olhar para o chão e fixa o seu olhar nele. Ela olhava tristemente como quem pede alguma coisa em troca de ternura. O seu corpo era desengonçado mas os cabelos pediam a festa de uma mão que se perde nos seus caracóis presos e pretos.
Continua a olhar seriamente para o rapaz com borbulhas na face e este devolve-lhe, finalmente, o olhar penetrante, convencido pelos caracóis.
Ela aproxima-se e corajosamente...
beija-o com todos e sem nenhum medo.
Deram o seu passo para o conforto, para o alívio.
Continuei a andar e a olhar para trás embuida nesta cena de filme dos anos 50 com o James Dean e o beijo continuava sem prognósticos do seu final.
Ele tinha-a abraçado para se sentirem mais e colocava a mão, já segura, na sua face.
Continuei a andar só e despedi-me mentalmente daquele casal, que agora estavam sós e que nem o fumo dos autocarros, as buzinas dos carros ou, até mesmo, os olhares e os sussurros das velhas na paragem, ouviam ou sentiam.
Continuei a andar e lembrei-me de ti. E se tivesses agora comigo? Será que repararias na cena do filme? Será que preenchias a tua espinha dorsal com um sorriso não possível de ser contido, como eu? Eu acho que não… Acho que continuavas a andar e quando eu te falasse, dirias uma piada seca e intelectual. Eu responderia “Não sejas parvo!” como se cantasse o “Não venhas tarde!” e não nos teríamos encontrado naquele espaço intermédio do sorriso.
Fura_bOlos
quinta-feira, maio 31, 2007
Acerca do enigma da vida (ir)real...
Um dia destes de repente sem ninguém nos avisar somos lançados nesta rampa para um palco desconhecido e dizem-nos que isto é a vida e o que devemos é viver... contaminados pela cultura, pela época, pela política, pelo Mundo, vivemos uma alienação, somos humanos, temos limites e estamos presos em conceitos, em verdades absolutas. ...Afinal, pensamos nós: a vida até é confortável. A felicidade? Compramo-la nós todos os dias. Os dias são o caminhar para a (des)ilusão mas, fica, só mais um pouco, fiz um esforço para prolongar o sonho, a ilusão, a felicidade, só mais um pouco antes de...
Cai na (ir)realidade e no meio do escuro atravessam-se-lhe raios de luz, fragmentos de verdades? Olha bem à sua volta e tenta decifrar o que parece ver no meio do nevoeiro. Entretanto o pensamento apodera-se dela e o medo domina-a, quer saber o que é, mas não tem coragem. Em estado de desespero julga que só o Deus do sonho a poderá apaziguar... Ela não aguenta a pressão, julga-se doida, perdida, grita de dor, uma dor lasciva e profunda que urre das entranhas primordiais da terra... Mas, isso é medo, é insegurança, ela sente coisas que acha que não deve sentir, ela sente coisas que não sabe se são um sonho ou a realidade, ela usa palavras para determinar aquilo, aquilo que nunca vai descobrir, talvez nunca vá muito mais além do que o óbvio da sua própria sombra. Olha para a imagem por uns segundos e vê-se fundida nela, no fundo ela sabe que é aquilo que critica, a imagem de Siqueiros... As mãos em forma de conxa... É essa a nossa posição, somos passivos, esperamos sempre que alguém venha dizer-nos o que devemos fazer, como, afinal até queremos ser iguais a todos... Esquecemo-nos que por vezes temos que transgredir barreiras invisíveis, muros feitos de ar, tal como Prometeu que teve que transgredir regras para alcançar “o fogo” que era dos Deuses... Mas nós não, nós queremos verdades absolutas, queremos respostas concretas, talvez por isso o Mundo esteja como está e caminhe para a destruição do Homem. ...De repente, assim como a luz surgiu desapareceu para um dia mais tarde regressar.
Quando reparou o dia já tinha nascido, o furacão estava agora a milhas de distância, lentamente vai adormecendo na ilusão dos dias e tudo volta à normalidade do que era antes, as coisas têm o seu nome e estão nos seus devidos lugares... restam-lhe agora as memórias, a lembrança do que foi um dia, mas sem nunca esquecer de que “o importante não é o que é verdadeiro, mas aquilo que nos ajuda a viver...”
Talvez a vida seja só isto ou talvez seja nada...
Palma
segunda-feira, maio 28, 2007
A Memória Inventada...
Quando abri o blog e vi o primeiro texto pensei: "que seca, um texto tão grande...não me apetece nada ler isto, vou é ver videos para o youtube..." Mas la lhe dei aquele voto de confiança e decidi ler o ultimo post, que vos trascrevo aqui... se tiverem curiosidade e não se deixarem levar pela "seca do tamanho do texto" leiam porque merece a pena...
Sandra
Infidelidade: uma abordagem prática (17)
Sandra lê com irreprimível gozo que na Malásia, ao abrigo da Sharia, um homem pode divorciar-se da mulher por SMS, desde que a mensagem seja clara. Comenta a notícia com a mãe, que se indigna com a reacção da filha e aproveita para lhe dar um sermão sobre a violação dos direitos das mulheres nos países de maioria islâmica. A resposta de Sandra sai torta - "Mas têm telemóvel, mãe..." - e ela pela porta fora.
Sandra crescera entre as novas tecnologias e via no SMS uma forma de comunicação com os seus códigos próprios. SMS enviado era SMS recebido e lido naquele preciso momento. Em todo o caso, a responsabilidade passava para o receptor. Nisso se distinguia da carta, do postal, do bilhete escrito e até da mensagem de correio electrónico. Nem extravio, nem tempos de espera. Uma certeza instantânea. O SMS atingia sempre o alvo, como aqueles mísseis com detectores de calor que perseguem os aviões. Por mais voltas que a pessoa desse, a mensagem chegaria ao seu bolso ou à mala e para Sandra era natural partir do princípio de que seria imediatamente lida, mesmo na ausência de resposta. Se esta percepção pode ser geradora de desnecessária ansiedade, para Sandra trazia vantagens óbvias.
Namorava um homem mais velho, divorciado, com muitas responsabilidades profissionais e que gostava de se deitar cedo. Como ela era noctívaga e esperta o suficiente para poder faltar de manhã às aulas sem que os seus liberais pais a maçassem, os seus horários eram pouco compatíveis. Sandra tinha ternura pelo seu homem, apreciava o conforto emocional e material, bem como o que ele lhe ensinava. Via na diferença de idades - e o que são duas décadas numa vida? - um atractivo. Ele amava-a perdidamente, por todas as razões que são do conhecimento geral. Pernoitavam amiúde, embora com irregularidade, e muitas vezes ela enfiava-se na cama sem o acordar.
Sandra apreciava a noite e era uma rapariga cortejada que lidava bem com a dinâmica passional da sua geração. Rara era a semana em que na escuridão de um bar ou numa pista de dança não se sentia tentada a ceder a um flirt. E raro era o mês em que não concretizava esse desejo. Ao contrário de algumas, tinha escrúpulos. Mas como gostava de viver, desenvolvera também um ritual. Nisso se distinguia de muitas outras.
Na cronologia fina do desejo, há um instante que antecede a fronteira em que se deixa de ter mão na realidade, uma última oportunidade em que a decisão ainda é possível. Sandra aprendera a reconhecer esse instante e a certificar-se de que onde quer que estivesse a rede não faltaria. O que fazia então era enviar um SMS ao seu namorado, sempre a mesma mensagem, em que pensara aturadamente: "é melhor estarmos afastados por uns tempos". Parecia-lhe a fórmula ideal, que interrompia o namoro sem fechar portas e que apesar de tudo demonstrava algum respeito pelo companheiro, por vir sem abreviaturas. Enviada a mensagem, entregava-se livremente aos prazeres que a esperavam. Tentava depois regressar a casa do namorado antes que amanhecesse. Abria a porta com cuidado, descalçava-se, entrava no quarto, procurava o telemóvel dele, certificava-se com alívio de que a mensagem não havia sido lida e apagava-a. Deitava-se depois, só que sem o abraço do costume e guardando algum lençol de distância.
Não é de supor que este ritual de Sandra, cujo ridículo que vem por definição era amplamente frisado pela prática, eliminasse nela todo o mal-estar, mas ajudava-a. Isso chegava. Ela comportava-se como um católico pecador a quem basta o conforto do confessionário. E assim se passaram anos. A sorte acabaria por abandoná-la numa noite de insónia do seu namorado. Ao chegar a casa, ele tinha os olhos inchados de tanto chorar, mas parecia já recomposto e envergando a armadura do orgulho. Percebendo tudo de imediato, cabisbaixa, a rapariga pediu que ele a aceitasse de volta. Foi quanto bastou para que a armadura caísse por terra sem que houvesse interrogatório. Só na cama ele lhe perguntou com alguma ansiedade: "estavas a brincar, não estavas?", ao que ela respondeu: "não, querido, mas hoje de manhã já tinha mudado de ideias. Foi uma precipitação minha". Havendo nesta frase duas verdades e uma mentira, não escandaliza concluir que o saldo na consciência de Sandra ainda era positivo. Com saldo positivo e anúncio nessa semana de cobertura de rede total para o país, o futuro dos dois parecia ainda mais promissor.
Fura_Bolos (conseguiram?)
sexta-feira, maio 25, 2007
Simplesmente a ti...
Anelar
quarta-feira, maio 16, 2007
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, abril 26, 2007
Palma is back! Be carefullllllll
P.S. dzvfb Alguma sugestão para a prenda da pataias e da isa também?
Palma
sábado, abril 21, 2007
Senhores e Senhoras: Bem-vindos ao PIOR cartaz da Keima das Fitas (Coimbra) de TODO O SEMPRE:
Sábado, 5 de Maio: Da Weasel e Rui Veloso
Domingo, 6 de Maio: Mau, Blasted Mechanism e Fanfarra
Segunda, 7 de Maio: Linda Martini, Xutos e Pontapés e Estudantina
Terça, 8 de Maio: Diapasão, Quim Barreiros, Tuna Masculina e Feminina de Medicina
Quarta, 9 de Maio: The Cynicals, Asher Lane, In Vino Veritas e Mondeguinas
Quinta, 10 de Maio: Oioai, André Sardet, Orxestra Pitagórica e Grupo de Cordas
Sexta, 11 de Maio: Vicious Five, Bloodhoung Gang, Rags e As Fans
quarta-feira, abril 11, 2007
Tenho sonhado contigo… aliás poucas são as noites que não sonho contigo… ora são sonhos reais em que juro que te beijei e que cheirei esse teu perfume humano, natural e teu, ora são sonhos aterradores em que te procuro na multidão e…não estás… E não estás, pois não?
Não consigo escrever porque sei que tenho que falar de ti e porque quero falar de ti mas as palavras parecem vagas, pequenas, tacanhas e muito alem de tudo o que queria escrever… Por isso, peço-te já desculpa….
Se tivesses a ler isto diziasme “Oh Isa não sejas tola, lá estás tu a exagerar…”.
Quero recordar-te sempre, sempre… Aquele teu sorriso que toda a gente fala, aquela tua forma de falar quase rouca, aquelas discussões que acabavam em abraços, aquele lenço, aquele olhar…
Mas é tanta coisa que me sufoca que não sei por onde começar; por onde começo? Talvez por aquilo que mais me assombra? Que é o facto de seres imprescindível: não adianta procurar-te nas outras pessoas porque ninguém é como tu… que andavas sempre com o calendário do TAGV na tua bolsa colorida.
Sempre te achei especial e sempre me senti honrada de gostares de mim mas agora, às vezes, sinto vergonha de gostares de mim… Sou um escaravelho com uma crosta da realidade bem impermeável e a verdade é que eu continuo e tu…….não. Tenho ido às aulas e até já riu e mando piadas estúpidas como sempre…Agora ando viciada em massa de atum, achas que ias gostar? Eu acho que sim, afinal peixe era contigo e eu nunca cheguei a ir aquele restaurantezinho do Porto macrobiótico que querias… Achas que deveria ir agora? Eu não sei, porque não sei se faria o mesmo sentido e porque acho que, sem ti, não ia ter piada e não ia merecer a pena…
A vida (ou morte?) é egoísta e comezinha não é?
Quando as saudades apertam e olho para as nossas fotos (que tu tiras-te, sempre com a tua máquina digital sony), penso que nada mudou e que ainda te posso ligar porque vais ouvir e responder “Isa, lá estas tu a fazer filmes, esta rapariga tem cá uma imaginação”.
E o “oh pessoal” que eu prometo não por na tua caricatura, porque não querias… Lembrei-me no outro dia que tinhas pedido para colocarmos la um desenho de um computador com um polegar no ecrã a dizer “www.maozinhas.blogspot.com”, por isso continuamos…
Fura_Bolos
domingo, fevereiro 11, 2007
Catarse Blogosférica
Anelar




