Passou pela brisa gélida que se afeiçoava ao seu mau humor matinal. Não sentia os ombros, tamanho o fardo que neles a noite depositara. Caminhava como um autómato, a caminho do barqueiro que a haveria de levar para a outra margem do rio.
Não queria acreditar nas horas nocturnas que lhe haviam passado, como se fossem uma estrela cadente que cai sobre seu corpo e se evapora. Assim foi. Ele chegou ensismesmado em dores de consciência, em funerais de despedidas que nunca havia consumado.
Bastou pegar-lhe na mão e a noite transformou-se num quarto de cores rubras e periclitantes.