quarta-feira, abril 16, 2008

..or lets just smile

"...para amar alguém verdadeiramente é preciso estar no mesmo quarto que a outra pessoa, agachado atrás das cortinas" Woody Allen

terça-feira, março 11, 2008

domingo, março 02, 2008

Anyone else but you - The Moldy Peaches

Descobri os The Moldy Peaches no grande advento da internet...

Os Moldy Peaches são um grupo da cidade da grande maça (para quem não souber qual é recorra ao grande advento acima mencionado) fundado por Adam Green e Kimya Dowson (recorram, desta feita, ao advento, mais especificamente ao myspace, para verem o projecto a solo dos respectivos pois também merece a pena).
Fazem parte do "movimento anti-folk" (para quem quiser mais esclarecimentos acerca do movimento, agradeço que partilhe aqui no blog porque eu própria ainda estou para o perceber).

Isto tudo para dizer que uma das musicas dos The Moldy Peaches faz parte da banda sonora do filme JUNO (que eu ainda não vi mas ando em pulgas - utilizando a gíria portuguesa - para o ver).
Esta musica chama-se, "Anyone else but you" e tem uma letra simplesmente...sublime!

É precisamente a letra da musica que pretendo partilhar e que aqui vos deixo:

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 DVD rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you


Up up down down left right left right B A start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Nota:

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Curiosidade: VAGINAS DENTADAS?

Numa noite de copos, alguém (não sei quem) introduziu um conceito que, deveras, desconhecia.... o conceito de vagina dentada...

O que é, então, uma vagina dentada?
Fui à net pesquisar e cá está o fruto da minha pesquisa....

divirtam-se....


Entre os maoris, há um mito interessante envolvendo a vagina. O semideus Mauí tem fama de curioso e criativo. Buscando a imortalidade, Mauí partiu para o mundo ctoniano, onde morava a deusa dos mortos. Pensava aproveitar o sono desta para entrar no seu corpo pela vagina, seccionar seu coração e escapar pela boca.
Antes de partir recomendou aos pássaros que o acompanhavam que não fizessem nenhum barulho, para não acordar a deusa. Mas, no momento em que passava a cabeça pela vagina da Deusa, um dos pássaros achou o espectáculo tão engraçado que foi tomado por riso incontrolável. A grande dama da noite acordou sobressaltada, fechou as coxas, e Mauí, o travesso, pereceu estrangulado. Depois desse acidente a morte passou a existir no mundo.
Os maoris associam, assim, a vagina à morte. Os nomes que usam para designá-la são: casa da morte, desgraça e buraco destruidor. A vagina, porta de entrada no mundo, adquire o sentido de destruição.

Na Índia é bem conhecida a lenda da vagina dentada. O pénis do homem seria decapitado por tal monstruosa boca, por uma…vagina possuidora de assustadores dentes. Até a psicanálise freudiana falou dela, como uma transcrição directa do poder feminino e… do medo masculino. O horror de ser castrado no momento do coito atribui, então, o poder às mulheres.
A vagina dentada é um símbolo poderoso de cintos de castidade, acentuando o mistério da sexualidade feminina, especialmente da anatomia genital e seu poder. O mito é também um resumo da sexualidade de Eva. A vagina dentada muda o mito de Eva, permitindo que mulheres possam guardar seus desejos sexuais para os homens, assim como controlar a entrada do homem dentro dela, mais do que o inverso.
A representação mais actual desse fenómeno é a Viúva Negra; ela permite sexo para a reprodução e depois mata seu parceiro. A vagina dentada também permite a penetração apenas para a castração depois do acto.

Comentários? nenhum!

Fura_bolos (lol)

sábado, fevereiro 09, 2008

Prenda para o dia dos namorados?




Há algo de único nos palhaços… são aquelas personagens que inexplicavelmente têm a profissão de fazer rir os outros….
Como será viver do riso e das gargalhadas dos outros?
Alguém uma vez disse que por detrás de um sorriso de um palhaço se esconde um homem com uma lágrima disfarçada entre as pestanas, com gestos demasiado falsos para serem…verdadeiros…

John Wayne Gacy vivia do riso das crianças na rua…
John Wayne Gacy vestia-se de vermelho e pintava a cara de branco…
John Wayne Gacy tinha o olhar triste quando criança e, em adulto, vagueava entre os risos dos lábios doces e sujos do gelado de baunilha com chocolate…

His father was a drinker
And his mother cried in bed
Folding John Wayne's T-shirts
When the swingset hit his head
The neighbors they adored him
For his humor and his conversation


Em 1978 a policia de Illinois, Chicago, numa busca à casa n.º 8213 West Summerdale, encontra, num alçapão do chão de madeira escura, os corpos decompostos de 29 rapazes mortos…

Os vizinhos diziam que John Wayne Gacy fazia sorrir e sorria

os rapazes nas paragens de autocarros, sorriam, recebiam propostas de trabalho, iam até à casa n.º 8213, bebiam, sorriam novamente e…
…acabavam por serem abusados sexualmente, com os seus gritos sufocados por acessórios de palhaço e os seus corpos mantidos ao lado daquele que os fazia rir até a decomposição aguentar…

Look underneath the house there
Find the few living things
Rotting fast in their sleep of the dead
Twenty-seven people, even more
They were boys with their cars, summer jobs
Oh my God

Are you one of them?

He dressed up like a clown for them
With his face paint white and red
And on his best behavior
In a dark room on the bed he kissed them all
He'd kill ten thousand people
With a sleight of his hand
Running far, running fast to the dead
He took off all their clothes for them
He put a cloth on their lips
Quiet hands, quiet kiss
On the mouth


No final, guardava-os no alçapão da casa n.º 8213…

Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte.
Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo a fazer desenhos infantis, passava o tempo a desenhar… palhaços…

(desenhava-se a si mesmo? Procurava-se a si mesmo? Ou simplesmente tinha medo de se encontrar e escondia-se num alçapão, num riso de um... palhaço?).

And in my best behavior
I am really just like him
Look beneath the floorboards
For the secrets I have hid.


As suas ilustrações são consideradas itens de colecção e alcançam altos preços no mercado.

Fura_Bolos

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Mitologia contemporânea

O grande «roe»

O grande roe é um animal mitológico com cabeça de leão e corpo de leão, mas sem serem do mesmo leão. O roe tem fama de dormir mil anos para depois surgir em chamas, especialmente se estava a fumar ao deitar-se.

Diz-se que Ulisses acordou um roe aos seiscentos anos, mas este mostrou-se apático e mal-humorado, pedindo-lhe que o deixasse ficar na cama mais duzentos anos.

O aparecimento de um roe é geralmente considerado coisa nefasta e costuma anteceder um tempo de miséria ou a notícia de uma festa de sociedade.


Woody Allen, Prosa Completa

sábado, dezembro 29, 2007

Genuíno

O que é o belo?..Será possível encontrá-lo na nau que naufraga nas ondas do tempo que nos alude à efemeridade trausente desta nossa condição humana?.. Nos olhos da criança fugazmente vislumbramos o concreto deste abstracto, mas num ápice distraimo-nos com a fealdade do que nos rodeia..

Talim-Talão, quem é feio?Eu não!

Coloridos ,corroídos e vendidos, trespassam nos nossos espirítos dividos e tingidos...A melancolia do automatismo com que escravizam a civilização é a mesma com que , de antemão, vos embalo nesta lengalenga em jargão..

Tirolirolirorá , quero uma dose de alegria ?É para já...


Com o passar do tempo, preciso de mais um pouco ainda, para não deixar de me chamar Narciso, e não deixar que as frechas na minha pele deixem a nu as feridas indigestas que prespassam o meu peito direito..

Um-do-li-tá quem vem lá?É um cara de amendoá(?!)

Será que contemplo a beleza de quem lê estas palavras satíricas tão loucas de significado? Acredito numa incerteza afirmativa, para que possa, assim, manter a esperança viva..


Com esta certeza de esperança desejo a todos um BOM ANO NOVO!

Anelar

segunda-feira, dezembro 24, 2007

FELIZ NATAL!



Porque todos os anos, quando crianças, o viamos no Natal...
Porque o Natal só era Natal quando dava na televisão...
Porque quem nasceu de 80 a 89 delirou completamente com ele...
Porque recordar é viver.....

FelIz NaTaL *

domingo, dezembro 16, 2007

Just something to remember...



All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World
Enlarging your world
Mad World.

Fura_bolos (where are the normal people?)

quinta-feira, outubro 11, 2007

O dia-a-dia...

O autocarro inseguro parece ter força de vontade para andar...
O rio, por baixo, brilha sobre o sol da manha: paraíso?
O autocarro vai seguindo a sua cauda, o seu conto, subtilmente, com crianças que entram e seguram na mochila, com os olhares de loucos que se riem e com os óculos escuros daqueles que escondem a magoa e... o sorriso.
O desafio da duvida e a estabilidade da certeza.
O rubro da insegurança.
A voz que enrola na língua a bipolaridade de querer incessantemente falar.
O corpo sem mensagem: as mãos perdidas sem espaço no bolso; a cinta escondida por detrás do frio; o branco na roupa do mundo.

Fura_Bolos ( :) )

sábado, outubro 06, 2007

Pathways of nobody

Demos os braços, trocamos de armas, e retrocamos aqueles olhares vorazes de carinho..Embrenhamo-nos naquela floresta mágica que reluz com funérias vidas encantadas..Fomo-nos embrenhando na dormência opiácia do nevoeiro que se interpôs entre os nossos vultos perdidos em si mesmos..Entre as finas ramagens do tempo fomo-nos perdendo uns dos outros.. as pedras deixadas nos trilhos percorridos foram gastas pelas palavras proferidas em nome da amizade..Encontramos almas vagabundas, que nos confortaram no mais leve momento de existência, quando somos espinhados pelas agruras que nos levam os restos de esperança..Mas na sua fantasmagórica presença não ocuparam todos os baldios deixados para trás por aqueles que partiram para vidas diferentes..Quando nos encontrarmos na clareira da floresta talvez possamos reviver os momentos de felicidade com que nos presenteamos mutuamente… para já fica a saudade, que sem saber, nos vai aproximando nos interlúdios de espaço e tempo…

Anelar

quarta-feira, outubro 03, 2007

Vozes Intemporais(II)


John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 - 21 de junho de 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues americano, nascido em Clarksdale, Mississipi. Foi um dos maiores músicos de blues de todos os tempos, famoso por seu blues estilo "boogie" e seu modo de cantar falado.
Décimo primeiro filho de uma família de agricultores, cresceu ao som de músicas religiosas, por influência da família.
Em 1921 seus pais divorciam-se, e a sua mãe casou-se novamente com William Moore, que era um cantor de blues e foi quem lhe ensinou as primeiras noções de como tocar.
Will Moore tocava às vezes com Charley Patton quando ele se apresentava nas redondezas de Clarksdale. Blind Lemom Jefferson e Blind Blacke visitavam Moore para fazerem um som e essa experiência foi significativa para o blues entrar de vez na vida do jovem Hooker.
John Lee Hooker seguiu os passos de seu padastro e começou a tocar em festivais pelo país.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que se tornaria a sua marca registrada. Ritmicamente,a sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. Sua entoação vocal era menos associada à música de bar comparativamente à de outros cantores de blues. Seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantia as características primordiais do seu som.

Entretanto leva adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan. Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou a diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria por ganhar um Grammy.

Hooker gravou mais de 100 álbuns e viveu os últimos anos da sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado num dos seus sucessos.


Anelar

Fonte:wikipédia

quinta-feira, setembro 20, 2007

Coração Polar

Coração Polar


Não sei bem de que cor são os navios
quando naufragam no meio dos teus braços
sei que há um corpo nunca encontrado algures no mar
e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial
a tua promessa nos mastros de todos os veleiros
a ilha perfumada das tuas pernas
o teu ventre de conchas e corais
a gruta onde me esperas
com teus lábios de espuma e de salsugem
os teus náufragos
e a grande equação do vento e da viagem
onde o acaso floresce com seus espelhos
seus indícios de rosa e descoberta.
Não sei de cor essa linha
onde se cruza a lua e a mastreação
mas sei que em cada rua há uma esquina
uma abertura entre a rotina e a maravilha
há uma hora de fogo para o azul
a hora em que te encontro e não te encontro
há um ângulo ao contrário
uma geometria mágica onde tudo pode ser possível
há um mar imaginário aberto em cada página
não me venham dizer que nunca mais
as rotas nascem do desejo
e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos
quero o teu nome escrito nas marés
nesta cidade onde no sítio mais absurdo
num sentido proibido ou num semáforo
todos os poentes me dizem quem tu és.


Manuel Alegre

Porque te encontro em todos os suspiros e pensamentos que preconizam a nossa existência durante o hoje e o amanhã...

Anelar

sexta-feira, setembro 07, 2007

Once Upon a Time... In Portugal




Aprender a deixar as pessoas partirem...
Acho que esta é das lições mais complicadas que a vida tem... Como sobreviver à ausência e ao vazio deixado por alguém?
Recordando-a? Guardando-a dentro de nós, nas ruas que passamos juntos, nos cafés que paramos para estar em silêncio, nos sorrisos e gargalhadas que explodiam como fogo de artificio?



Era uma vez um rapaz com cara de miúdo, com os olhos azuis como o céu e com o cabelo sujo de brincar na areia.
Era um rapaz do mundo e toda a gente gostava dele (até os porteiros da discoteca). Havia algo nele especial, quase mágico: era as palavras que utilizava. Ele dizia coisas fantásticas que tornavam as nuvens negras e carregadas em campos de trigo amarelo e, por isso, ele nunca chorava, nem nas despedidas...
A sua barriga era farta de coisas boas e cada alimento que comia, tal como cada pessoa que conhecia, era especial: o sabor forte e picando do chouriço, o travo adocicado nas natas na massa de atum, a leveza com que enfrentava o copo da super bock.




As malas estavam quase prontas para a despedida: estavam tão cheias e carregadas com palavras, com músicas, com livros, com cartas (daquelas que nunca se perdem) que as lágrimas não tinham espaço ou peso para enrolarem na areia como o mar.
No final só se ouviam os gritos dos bêbedos no puzzle escuro da noite e o “Até amanha, quando acordares vai ter lá a casa...”

Fura Bolos

terça-feira, agosto 28, 2007

Loucuras

Foram tantas a dissidências que nos abalaram a fé...aquela nos purga em todos os segundos..a fé de ter alma...

Foram tantos os precalços que nos fizeram duvidar de nós mesmos, que nos dissecaram os pilares de amor-próprio...que se injectaram nas nossas veias drogadas de nós mesmos..

Foram tantos os acidentes que nos fizeram chocar neste xadrez, em que o peão come o bispo, e o bispo come a rainha..

Foram tantas a bizarrias nesta dimensão em que eu e tu habitamos..que fugazmente deixamos de acreditar no que nos sustém, para depois voltarmos a fazê-lo, a desfazê-lo, e refazê-lo ,nesta roda viciosa de vivências...

Foram tantos os pedaços de amor vagabundos e perdidos por aí que deixamos de conseguir apanhá-los para embalsamá-los em nós mesmos novamente...

Foram tantas as simpatias derretidas pelos negrumes de essência humana, que se coagularam numa só massa, quem sabe para dar origem a outro planeta bem longínquo do nosso..

Foram tantas as vontades, que agora se entreolham todas numa fila que não tem primeira nem última..

Foram tantas as quimeras, que agora sinto vontade de retê-las todas nesta simplicidade de aglomerados de loucuras que vocifero neste insanos desabafos...


Anelar

sábado, julho 28, 2007

Cá vamos nós: ANDANÇAS 2007



De 30 de Julho a 5 de Agosto, S. Pedro do Sul acolhe mais uma edição do Andanças, o festival onde, provavelmente, é possível aprender maior variedade de danças por metro quadrado...
Contudo, existe a clara noção de que há mais vida para além da dança, por isso cresce a oferta de actividades paralelas. Enfim, cada um é convidado a desenhar o seu próprio programa, o seu próprio Andanças.


Esquema diário da programação

Início da manhã:
Aulas de Meditação, Concentração e Aquecimento

Meio da manhã:
Oficinas de Dança, ou de outra coisa qualquer, Passeios na Serra, Actividades para Crianças, Desportos, Ofícios Tradicionais na Aldeia

Tarde:
Oficinas de Dança/Música, Construção de Instrumentos, Canto Tradicional, Actividades para
Crianças Malabarismo, Teatro de Rua, Percussão, Pintura

Fim de Tarde:
Aulas de Meditação e Relaxamento

Princípio da noite:
Concertos na Capela, Ciclo de documentários seguidos por debates, histórias e canções para
pequenos e graudos ao quentinho da fogueira, Teatro.

Noite:
Bailes, Concertos, Espectáculos em vários palcos em simultâneo.

Pela noite dentro:
Espaço aberto à improvisação musical.


Andanças 2007

terça-feira, julho 10, 2007

Little Children


Hoje decidi alugar um dvd com a certeza de um filme banal que preenchesse uma noite de farra que tinha deixado para traz.


Há filmes que nos marcam sem sabermos porquê: talvez porque nos identificamos com as personagens; talvez porque nunca realmente os compreendemos e o filme agarra o nosso pensamento de uma forma subtil, de incubação sentimental...talvez porque o filme tem AQUELA cena, que pode ser apenas dois minutos de uma imagem vaga, que cola na nossa cabeça e se fecharmos os olhos ainda a vemos, como grandes holofotes de luzes vermelhas...


Hoje decidi alugar um dvd e houve uma frase no filme que, estranhamente, se colou à minha memória como a roupa molhada se cola ao corpo...

A frase era tão simples como algo do género: “O ser humano, nós, somos seres milagrosos...porque temos a capacidade de ver as pessoas que gostamos partir e, ainda assim, continuamos....”

Fura_bolos

quinta-feira, junho 28, 2007

Aqui vendem-se laços

Ando à procura de amigos. O que é que cativar quer dizer?

…Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.

-Laços? – Perguntou o principezinho.

-Sim, laços – Disse a raposa – Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo.
Só conhecemos as coisas que cativamos. Os homens agora já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!

In O Principezinho

Para quê dizer mais?

Anelar

terça-feira, junho 26, 2007

Sounds of Silence


Entre o escrever e o branco…
Entre lua e o cigarro…
Entre ti e mim…

Há um interlúdio quase de saudade…súbita.

Fura_Bolos
("We break mirrors on Fridays as soon as we wake up to try to have some fun for the weekend. We never do. We wander from screen to screen. Staring at screen savers, watching commercials. Waiting for you. Waiting for some sigh.")