Afinal, o que é isto do sonho e do imaginário? Qual é a diferença entre o sonho e a realidade? O que é o sonho e o que é a realidade? O que é a vida? O que é o ser? O que somos nós? ...Quem és tu? A Catarina, o João? A Marina? És um nome?
Um dia destes de repente sem ninguém nos avisar somos lançados nesta rampa para um palco desconhecido e dizem-nos que isto é a vida e o que devemos é viver... contaminados pela cultura, pela época, pela política, pelo Mundo, vivemos uma alienação, somos humanos, temos limites e estamos presos em conceitos, em verdades absolutas. ...Afinal, pensamos nós: a vida até é confortável. A felicidade? Compramo-la nós todos os dias. Os dias são o caminhar para a (des)ilusão mas, fica, só mais um pouco, fiz um esforço para prolongar o sonho, a ilusão, a felicidade, só mais um pouco antes de...
Cai na (ir)realidade e no meio do escuro atravessam-se-lhe raios de luz, fragmentos de verdades? Olha bem à sua volta e tenta decifrar o que parece ver no meio do nevoeiro. Entretanto o pensamento apodera-se dela e o medo domina-a, quer saber o que é, mas não tem coragem. Em estado de desespero julga que só o Deus do sonho a poderá apaziguar... Ela não aguenta a pressão, julga-se doida, perdida, grita de dor, uma dor lasciva e profunda que urre das entranhas primordiais da terra... Mas, isso é medo, é insegurança, ela sente coisas que acha que não deve sentir, ela sente coisas que não sabe se são um sonho ou a realidade, ela usa palavras para determinar aquilo, aquilo que nunca vai descobrir, talvez nunca vá muito mais além do que o óbvio da sua própria sombra. Olha para a imagem por uns segundos e vê-se fundida nela, no fundo ela sabe que é aquilo que critica, a imagem de Siqueiros... As mãos em forma de conxa... É essa a nossa posição, somos passivos, esperamos sempre que alguém venha dizer-nos o que devemos fazer, como, afinal até queremos ser iguais a todos... Esquecemo-nos que por vezes temos que transgredir barreiras invisíveis, muros feitos de ar, tal como Prometeu que teve que transgredir regras para alcançar “o fogo” que era dos Deuses... Mas nós não, nós queremos verdades absolutas, queremos respostas concretas, talvez por isso o Mundo esteja como está e caminhe para a destruição do Homem. ...De repente, assim como a luz surgiu desapareceu para um dia mais tarde regressar.
Quando reparou o dia já tinha nascido, o furacão estava agora a milhas de distância, lentamente vai adormecendo na ilusão dos dias e tudo volta à normalidade do que era antes, as coisas têm o seu nome e estão nos seus devidos lugares... restam-lhe agora as memórias, a lembrança do que foi um dia, mas sem nunca esquecer de que “o importante não é o que é verdadeiro, mas aquilo que nos ajuda a viver...”
Talvez a vida seja só isto ou talvez seja nada...
Palma
quinta-feira, maio 31, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
A Memória Inventada...
Hoje à noite estava eu, como tantas outras noites, em frente ao computador a contorcer-me para não gritar de tédio quando o meu primo me diz para fazer uma vizita a um blog: memoria-inventada.weblog.com.pt
Quando abri o blog e vi o primeiro texto pensei: "que seca, um texto tão grande...não me apetece nada ler isto, vou é ver videos para o youtube..." Mas la lhe dei aquele voto de confiança e decidi ler o ultimo post, que vos trascrevo aqui... se tiverem curiosidade e não se deixarem levar pela "seca do tamanho do texto" leiam porque merece a pena...
Sandra
Infidelidade: uma abordagem prática (17)
Sandra lê com irreprimível gozo que na Malásia, ao abrigo da Sharia, um homem pode divorciar-se da mulher por SMS, desde que a mensagem seja clara. Comenta a notícia com a mãe, que se indigna com a reacção da filha e aproveita para lhe dar um sermão sobre a violação dos direitos das mulheres nos países de maioria islâmica. A resposta de Sandra sai torta - "Mas têm telemóvel, mãe..." - e ela pela porta fora.
Sandra crescera entre as novas tecnologias e via no SMS uma forma de comunicação com os seus códigos próprios. SMS enviado era SMS recebido e lido naquele preciso momento. Em todo o caso, a responsabilidade passava para o receptor. Nisso se distinguia da carta, do postal, do bilhete escrito e até da mensagem de correio electrónico. Nem extravio, nem tempos de espera. Uma certeza instantânea. O SMS atingia sempre o alvo, como aqueles mísseis com detectores de calor que perseguem os aviões. Por mais voltas que a pessoa desse, a mensagem chegaria ao seu bolso ou à mala e para Sandra era natural partir do princípio de que seria imediatamente lida, mesmo na ausência de resposta. Se esta percepção pode ser geradora de desnecessária ansiedade, para Sandra trazia vantagens óbvias.
Namorava um homem mais velho, divorciado, com muitas responsabilidades profissionais e que gostava de se deitar cedo. Como ela era noctívaga e esperta o suficiente para poder faltar de manhã às aulas sem que os seus liberais pais a maçassem, os seus horários eram pouco compatíveis. Sandra tinha ternura pelo seu homem, apreciava o conforto emocional e material, bem como o que ele lhe ensinava. Via na diferença de idades - e o que são duas décadas numa vida? - um atractivo. Ele amava-a perdidamente, por todas as razões que são do conhecimento geral. Pernoitavam amiúde, embora com irregularidade, e muitas vezes ela enfiava-se na cama sem o acordar.
Sandra apreciava a noite e era uma rapariga cortejada que lidava bem com a dinâmica passional da sua geração. Rara era a semana em que na escuridão de um bar ou numa pista de dança não se sentia tentada a ceder a um flirt. E raro era o mês em que não concretizava esse desejo. Ao contrário de algumas, tinha escrúpulos. Mas como gostava de viver, desenvolvera também um ritual. Nisso se distinguia de muitas outras.
Na cronologia fina do desejo, há um instante que antecede a fronteira em que se deixa de ter mão na realidade, uma última oportunidade em que a decisão ainda é possível. Sandra aprendera a reconhecer esse instante e a certificar-se de que onde quer que estivesse a rede não faltaria. O que fazia então era enviar um SMS ao seu namorado, sempre a mesma mensagem, em que pensara aturadamente: "é melhor estarmos afastados por uns tempos". Parecia-lhe a fórmula ideal, que interrompia o namoro sem fechar portas e que apesar de tudo demonstrava algum respeito pelo companheiro, por vir sem abreviaturas. Enviada a mensagem, entregava-se livremente aos prazeres que a esperavam. Tentava depois regressar a casa do namorado antes que amanhecesse. Abria a porta com cuidado, descalçava-se, entrava no quarto, procurava o telemóvel dele, certificava-se com alívio de que a mensagem não havia sido lida e apagava-a. Deitava-se depois, só que sem o abraço do costume e guardando algum lençol de distância.
Não é de supor que este ritual de Sandra, cujo ridículo que vem por definição era amplamente frisado pela prática, eliminasse nela todo o mal-estar, mas ajudava-a. Isso chegava. Ela comportava-se como um católico pecador a quem basta o conforto do confessionário. E assim se passaram anos. A sorte acabaria por abandoná-la numa noite de insónia do seu namorado. Ao chegar a casa, ele tinha os olhos inchados de tanto chorar, mas parecia já recomposto e envergando a armadura do orgulho. Percebendo tudo de imediato, cabisbaixa, a rapariga pediu que ele a aceitasse de volta. Foi quanto bastou para que a armadura caísse por terra sem que houvesse interrogatório. Só na cama ele lhe perguntou com alguma ansiedade: "estavas a brincar, não estavas?", ao que ela respondeu: "não, querido, mas hoje de manhã já tinha mudado de ideias. Foi uma precipitação minha". Havendo nesta frase duas verdades e uma mentira, não escandaliza concluir que o saldo na consciência de Sandra ainda era positivo. Com saldo positivo e anúncio nessa semana de cobertura de rede total para o país, o futuro dos dois parecia ainda mais promissor.
Fura_Bolos (conseguiram?)
Quando abri o blog e vi o primeiro texto pensei: "que seca, um texto tão grande...não me apetece nada ler isto, vou é ver videos para o youtube..." Mas la lhe dei aquele voto de confiança e decidi ler o ultimo post, que vos trascrevo aqui... se tiverem curiosidade e não se deixarem levar pela "seca do tamanho do texto" leiam porque merece a pena...
Sandra
Infidelidade: uma abordagem prática (17)
Sandra lê com irreprimível gozo que na Malásia, ao abrigo da Sharia, um homem pode divorciar-se da mulher por SMS, desde que a mensagem seja clara. Comenta a notícia com a mãe, que se indigna com a reacção da filha e aproveita para lhe dar um sermão sobre a violação dos direitos das mulheres nos países de maioria islâmica. A resposta de Sandra sai torta - "Mas têm telemóvel, mãe..." - e ela pela porta fora.
Sandra crescera entre as novas tecnologias e via no SMS uma forma de comunicação com os seus códigos próprios. SMS enviado era SMS recebido e lido naquele preciso momento. Em todo o caso, a responsabilidade passava para o receptor. Nisso se distinguia da carta, do postal, do bilhete escrito e até da mensagem de correio electrónico. Nem extravio, nem tempos de espera. Uma certeza instantânea. O SMS atingia sempre o alvo, como aqueles mísseis com detectores de calor que perseguem os aviões. Por mais voltas que a pessoa desse, a mensagem chegaria ao seu bolso ou à mala e para Sandra era natural partir do princípio de que seria imediatamente lida, mesmo na ausência de resposta. Se esta percepção pode ser geradora de desnecessária ansiedade, para Sandra trazia vantagens óbvias.
Namorava um homem mais velho, divorciado, com muitas responsabilidades profissionais e que gostava de se deitar cedo. Como ela era noctívaga e esperta o suficiente para poder faltar de manhã às aulas sem que os seus liberais pais a maçassem, os seus horários eram pouco compatíveis. Sandra tinha ternura pelo seu homem, apreciava o conforto emocional e material, bem como o que ele lhe ensinava. Via na diferença de idades - e o que são duas décadas numa vida? - um atractivo. Ele amava-a perdidamente, por todas as razões que são do conhecimento geral. Pernoitavam amiúde, embora com irregularidade, e muitas vezes ela enfiava-se na cama sem o acordar.
Sandra apreciava a noite e era uma rapariga cortejada que lidava bem com a dinâmica passional da sua geração. Rara era a semana em que na escuridão de um bar ou numa pista de dança não se sentia tentada a ceder a um flirt. E raro era o mês em que não concretizava esse desejo. Ao contrário de algumas, tinha escrúpulos. Mas como gostava de viver, desenvolvera também um ritual. Nisso se distinguia de muitas outras.
Na cronologia fina do desejo, há um instante que antecede a fronteira em que se deixa de ter mão na realidade, uma última oportunidade em que a decisão ainda é possível. Sandra aprendera a reconhecer esse instante e a certificar-se de que onde quer que estivesse a rede não faltaria. O que fazia então era enviar um SMS ao seu namorado, sempre a mesma mensagem, em que pensara aturadamente: "é melhor estarmos afastados por uns tempos". Parecia-lhe a fórmula ideal, que interrompia o namoro sem fechar portas e que apesar de tudo demonstrava algum respeito pelo companheiro, por vir sem abreviaturas. Enviada a mensagem, entregava-se livremente aos prazeres que a esperavam. Tentava depois regressar a casa do namorado antes que amanhecesse. Abria a porta com cuidado, descalçava-se, entrava no quarto, procurava o telemóvel dele, certificava-se com alívio de que a mensagem não havia sido lida e apagava-a. Deitava-se depois, só que sem o abraço do costume e guardando algum lençol de distância.
Não é de supor que este ritual de Sandra, cujo ridículo que vem por definição era amplamente frisado pela prática, eliminasse nela todo o mal-estar, mas ajudava-a. Isso chegava. Ela comportava-se como um católico pecador a quem basta o conforto do confessionário. E assim se passaram anos. A sorte acabaria por abandoná-la numa noite de insónia do seu namorado. Ao chegar a casa, ele tinha os olhos inchados de tanto chorar, mas parecia já recomposto e envergando a armadura do orgulho. Percebendo tudo de imediato, cabisbaixa, a rapariga pediu que ele a aceitasse de volta. Foi quanto bastou para que a armadura caísse por terra sem que houvesse interrogatório. Só na cama ele lhe perguntou com alguma ansiedade: "estavas a brincar, não estavas?", ao que ela respondeu: "não, querido, mas hoje de manhã já tinha mudado de ideias. Foi uma precipitação minha". Havendo nesta frase duas verdades e uma mentira, não escandaliza concluir que o saldo na consciência de Sandra ainda era positivo. Com saldo positivo e anúncio nessa semana de cobertura de rede total para o país, o futuro dos dois parecia ainda mais promissor.
Fura_Bolos (conseguiram?)
sexta-feira, maio 25, 2007
Simplesmente a ti...
Hoje senti-te...assim como em todos os dias em pressinto a insaciabilidade que nos legaste...Hoje senti-te, nesse teu olhar aveludado que nos diz que os confins de eternidade são reais..A tua voz tocou a minha, na ressonância colorida emanada desse teu sorriso..Queria-te aqui agora, comigo ao meu lado, para mais uma vez revelar o conteúdo da minha caixa de Pandora...sim é que desde que partiste ela ficou mais difícil de abrir sabias? Poucos são aqueles que possuem as palavras mágicas que entreabrem este meu pequeno mundo, e tu eras um deles... com esse teu código de acesso tão bonito de amizade e compreensão..Enquanto sigo nesta corrente que nos conduz sabe-se lá até onde, vou levar-te comigo transformada em símbolos de amor e carinho até uma dessas margens, de onde possa avistar o pôr do sol..
Anelar
Anelar
quarta-feira, maio 16, 2007
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, abril 26, 2007
Palma is back! Be carefullllllll
Olá! É so pra dizer que voltei...Não sei se para sempre ou temporariamente...É que estou com uma mãozinha (secret) e fui intimada a vir aqui deixar um sinal da minha existência. Mas eu não me esqueci de vocês! Acreditem que não. ok, agora a falar a sério. É só para dizer que gosto muito de todas! E que gostava de passar mais tempo convosco! Já pareço uma mãozinha que eu bem sei com o síndrome do todo que fica sempre aflita por não nos conseguir juntar todas....
P.S. dzvfb Alguma sugestão para a prenda da pataias e da isa também?
Palma
P.S. dzvfb Alguma sugestão para a prenda da pataias e da isa também?
Palma
sábado, abril 21, 2007
Senhores e Senhoras: Bem-vindos ao PIOR cartaz da Keima das Fitas (Coimbra) de TODO O SEMPRE:
Sexta-feira, 4 de Maio: The Gift, Skye e Coral Quecofónico do Cifrão
Sábado, 5 de Maio: Da Weasel e Rui Veloso
Domingo, 6 de Maio: Mau, Blasted Mechanism e Fanfarra
Segunda, 7 de Maio: Linda Martini, Xutos e Pontapés e Estudantina
Terça, 8 de Maio: Diapasão, Quim Barreiros, Tuna Masculina e Feminina de Medicina
Quarta, 9 de Maio: The Cynicals, Asher Lane, In Vino Veritas e Mondeguinas
Quinta, 10 de Maio: Oioai, André Sardet, Orxestra Pitagórica e Grupo de Cordas
Sexta, 11 de Maio: Vicious Five, Bloodhoung Gang, Rags e As Fans
Sábado, 5 de Maio: Da Weasel e Rui Veloso
Domingo, 6 de Maio: Mau, Blasted Mechanism e Fanfarra
Segunda, 7 de Maio: Linda Martini, Xutos e Pontapés e Estudantina
Terça, 8 de Maio: Diapasão, Quim Barreiros, Tuna Masculina e Feminina de Medicina
Quarta, 9 de Maio: The Cynicals, Asher Lane, In Vino Veritas e Mondeguinas
Quinta, 10 de Maio: Oioai, André Sardet, Orxestra Pitagórica e Grupo de Cordas
Sexta, 11 de Maio: Vicious Five, Bloodhoung Gang, Rags e As Fans
quarta-feira, abril 11, 2007
Olá como tens estado?
Tenho sonhado contigo… aliás poucas são as noites que não sonho contigo… ora são sonhos reais em que juro que te beijei e que cheirei esse teu perfume humano, natural e teu, ora são sonhos aterradores em que te procuro na multidão e…não estás… E não estás, pois não?
Não consigo escrever porque sei que tenho que falar de ti e porque quero falar de ti mas as palavras parecem vagas, pequenas, tacanhas e muito alem de tudo o que queria escrever… Por isso, peço-te já desculpa….
Se tivesses a ler isto diziasme “Oh Isa não sejas tola, lá estás tu a exagerar…”.
Quero recordar-te sempre, sempre… Aquele teu sorriso que toda a gente fala, aquela tua forma de falar quase rouca, aquelas discussões que acabavam em abraços, aquele lenço, aquele olhar…
Mas é tanta coisa que me sufoca que não sei por onde começar; por onde começo? Talvez por aquilo que mais me assombra? Que é o facto de seres imprescindível: não adianta procurar-te nas outras pessoas porque ninguém é como tu… que andavas sempre com o calendário do TAGV na tua bolsa colorida.
Sempre te achei especial e sempre me senti honrada de gostares de mim mas agora, às vezes, sinto vergonha de gostares de mim… Sou um escaravelho com uma crosta da realidade bem impermeável e a verdade é que eu continuo e tu…….não. Tenho ido às aulas e até já riu e mando piadas estúpidas como sempre…Agora ando viciada em massa de atum, achas que ias gostar? Eu acho que sim, afinal peixe era contigo e eu nunca cheguei a ir aquele restaurantezinho do Porto macrobiótico que querias… Achas que deveria ir agora? Eu não sei, porque não sei se faria o mesmo sentido e porque acho que, sem ti, não ia ter piada e não ia merecer a pena…
A vida (ou morte?) é egoísta e comezinha não é?
Quando as saudades apertam e olho para as nossas fotos (que tu tiras-te, sempre com a tua máquina digital sony), penso que nada mudou e que ainda te posso ligar porque vais ouvir e responder “Isa, lá estas tu a fazer filmes, esta rapariga tem cá uma imaginação”.
E o “oh pessoal” que eu prometo não por na tua caricatura, porque não querias… Lembrei-me no outro dia que tinhas pedido para colocarmos la um desenho de um computador com um polegar no ecrã a dizer “www.maozinhas.blogspot.com”, por isso continuamos…
Fura_Bolos
Tenho sonhado contigo… aliás poucas são as noites que não sonho contigo… ora são sonhos reais em que juro que te beijei e que cheirei esse teu perfume humano, natural e teu, ora são sonhos aterradores em que te procuro na multidão e…não estás… E não estás, pois não?
Não consigo escrever porque sei que tenho que falar de ti e porque quero falar de ti mas as palavras parecem vagas, pequenas, tacanhas e muito alem de tudo o que queria escrever… Por isso, peço-te já desculpa….
Se tivesses a ler isto diziasme “Oh Isa não sejas tola, lá estás tu a exagerar…”.
Quero recordar-te sempre, sempre… Aquele teu sorriso que toda a gente fala, aquela tua forma de falar quase rouca, aquelas discussões que acabavam em abraços, aquele lenço, aquele olhar…
Mas é tanta coisa que me sufoca que não sei por onde começar; por onde começo? Talvez por aquilo que mais me assombra? Que é o facto de seres imprescindível: não adianta procurar-te nas outras pessoas porque ninguém é como tu… que andavas sempre com o calendário do TAGV na tua bolsa colorida.
Sempre te achei especial e sempre me senti honrada de gostares de mim mas agora, às vezes, sinto vergonha de gostares de mim… Sou um escaravelho com uma crosta da realidade bem impermeável e a verdade é que eu continuo e tu…….não. Tenho ido às aulas e até já riu e mando piadas estúpidas como sempre…Agora ando viciada em massa de atum, achas que ias gostar? Eu acho que sim, afinal peixe era contigo e eu nunca cheguei a ir aquele restaurantezinho do Porto macrobiótico que querias… Achas que deveria ir agora? Eu não sei, porque não sei se faria o mesmo sentido e porque acho que, sem ti, não ia ter piada e não ia merecer a pena…
A vida (ou morte?) é egoísta e comezinha não é?
Quando as saudades apertam e olho para as nossas fotos (que tu tiras-te, sempre com a tua máquina digital sony), penso que nada mudou e que ainda te posso ligar porque vais ouvir e responder “Isa, lá estas tu a fazer filmes, esta rapariga tem cá uma imaginação”.
E o “oh pessoal” que eu prometo não por na tua caricatura, porque não querias… Lembrei-me no outro dia que tinhas pedido para colocarmos la um desenho de um computador com um polegar no ecrã a dizer “www.maozinhas.blogspot.com”, por isso continuamos…
Fura_Bolos
domingo, fevereiro 11, 2007
Catarse Blogosférica
Hoje senti saudades de um ombro de um amigo..Daqueles que podemos molhar de tristeza, arranhar de raiva, e iluminar com sorrisos transparentes...Tive vontade de fazer uma catarse...mas digamos k hoje não há tempo, não há sitio, não há vontade para fazê-lo de forma tradicional..É por isso que lanço aki a ideia de "catarse blogosférica"...Quando "imaculamos" a alma, mesmo que ninguém esteja connosco fisicamente, eles acabam sempre por estar lá connosco na mesma, com a representação mental que fazemos dos que nos são queridos, e isso ajuda a aliviar a dor, mesmos nakeles dias em queremos gritar ao mundo o quanto nos sentimos mal, mas em que simultaneamente sufocamos com cada palavra que teima em ser proferida...É por isso que talvez este conceito de "catarse blogosférica" seja bom por isso mesmo, porque a representação mental que temos do outro, pode ser sempre aliada à esperança que alguém nos "ouça"através das palavras que escrevemos, que alguém mesmo um cibernauta desconhecido nos possa alentar um pouco, simplesmente pela expectativa que geramos que esse alguém esteja aí do outro lado, mesmo que na verdade não esteja...
Anelar
Anelar
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Sorrir
"e provavelmente ia cair no poço onde guardaste todas as minhas mentiras e as tuas desilusões..."
alguém me disse esta frase hoje à noite e, não sei porquê, lembrei-me de ti.....
Vivemos e queremos viver
Vivemos e queremos viver mais...
mas sabes do que nunca nos lembramos?
do risco que é esse viver
esse viver intensamente e sem folego
esse viver impulsivo e fechar os olhos
esse viver do sorriso e.....das lágrimas....
sim, porque nos podemos magoar e nunca saberemos o quanto essa magoa nos pode afectar, nos pode, no fundo, compremeter a nossa existencia de sorrisos por uns tempos.....
tudo que vivemos faz de nós quem somos, não é verdade? e o meio-termo é uma seca....
por isso, quero que saibas que isso que vives agora, faz de ti aquilo que eu amo: a tua essencia, não é verdade?
por isso vive
e a ti aconselho-te a viveres sem medo, sem medo do comprometimento
sabes porquê?
porque tu já te impedes do VIVER que eu falo..., só na tua maneira de ser branca(essa maneira de ser que eu amo)
antagonico?
podes crer...
beijão
PS:sabes quem és e desculpa ter posto isto on-line, mas tu não te aborreces, pois não?senão sabes como por out-line e fica só nosso..., gostava que o encarasses como uma homenagem? sim! porque eu tenho pena que poucas pessoas te conheçam e possam usufruir do privilégio que é conhecer-te e ser-te proxima!
Fura_Bolos
alguém me disse esta frase hoje à noite e, não sei porquê, lembrei-me de ti.....
Vivemos e queremos viver
Vivemos e queremos viver mais...
mas sabes do que nunca nos lembramos?
do risco que é esse viver
esse viver intensamente e sem folego
esse viver impulsivo e fechar os olhos
esse viver do sorriso e.....das lágrimas....
sim, porque nos podemos magoar e nunca saberemos o quanto essa magoa nos pode afectar, nos pode, no fundo, compremeter a nossa existencia de sorrisos por uns tempos.....
tudo que vivemos faz de nós quem somos, não é verdade? e o meio-termo é uma seca....
por isso, quero que saibas que isso que vives agora, faz de ti aquilo que eu amo: a tua essencia, não é verdade?
por isso vive
e a ti aconselho-te a viveres sem medo, sem medo do comprometimento
sabes porquê?
porque tu já te impedes do VIVER que eu falo..., só na tua maneira de ser branca(essa maneira de ser que eu amo)
antagonico?
podes crer...
beijão
PS:sabes quem és e desculpa ter posto isto on-line, mas tu não te aborreces, pois não?senão sabes como por out-line e fica só nosso..., gostava que o encarasses como uma homenagem? sim! porque eu tenho pena que poucas pessoas te conheçam e possam usufruir do privilégio que é conhecer-te e ser-te proxima!
Fura_Bolos
quinta-feira, janeiro 04, 2007
domingo, dezembro 24, 2006
Mensagem de Natal e de Ano Novo Alternativa ;)
Voltei! (Para mal de alguns ou dos meus pecados lol)
Deixo este video-clip dos Massive Attack - Angel
Depois de verem o vídeo acho que a mensagem salta bem à vista. Contudo a arte é sempre subjectiva e então, se a isso adicionarmos a nossa criatividade pode ir muito longe.
Revelem a vossa opinião, conto convosco. Eu depois direi a minha, não digo agora para não haver enviezamentos. Ah! Já agora vejam primeiro vídeo e só depois os comments, assim consegues formar a tua opinião sem outras influências. Combinado?!
Agora é so carregar no Play ;)
(já podem até conhecer o vídeo mas agora também podem comentar :p)
Polegar
sábado, dezembro 02, 2006
Sometimes... once upon a time....
Nos actos borbulhantes dos nossos lábios somente entrecortados por um suspiro..olhei te nas pretuberâncias faiscantes desse teu olhar ofuscado pela beleza do amanhã..Tentei pensar, repensar nos vestígos k propositadamente o tempo me deixou...mas a lupa não destrinçou todos os atómos que eloquentemente te definiam nessa tua presença quase fantasmagórica...Gosto de ti simplesmente pela certeza que me das da existência do amanhã , da metafísica que nos corrompe nesse teu jeito mais sensual, neessas tuas falácias tão boas de ouvir...Sim conta-me histórias de encantar, enquanto fingo que acredito..porque sim nos somos os fingimento,que cicero transpos para a nossa essência...Vou me aninhar aqui mesmo enquanto ouço essas estórias, esses coloridos de palavras sombrias que me enebriam e estonteiam nos precalços do ontem, do hoje e do amanha...Tacteia me com essa alma carente de histórias por contar...Elogia me com as histórias de encantar, onde dizes que sou branca de neve, capuchicnho vermelho e atén quem sabe bela adormecida...Conhece me agora nessa tua claridividência desfalecida nos meus sentimentos desnudados de si mesmos...
Anelar
Anelar
segunda-feira, novembro 27, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
M�ozinhas, no s�tio certo...!
Só para dizer que o tempo hoje tá bipolar, enquanto se psicologiza alarvemente ...
lol
Anelar
lol
Anelar
quarta-feira, outubro 11, 2006
10 de Outubro-Dia da Saúde Mental
Reconhecimento à Loucucura
Já alguém sentiu a loucura
vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem
nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismo
se fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantese de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
a ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vida
saos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?
Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuaisS
ó tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar
José de Almada Negreiros
Porque hoje é um dia com nome, que tenta justificar todos os outros que ficam anónimos, e atolados na sua própria insanidade...Porque hoje se nomeiam evoluções terapêuticas e farmacológicas, para olvidar o abandono que prova o incómodo que nos provoca nos outros dias...Porque hoje, e só hoje, se acarinha o doente mental, quando no tempo restante(salvo raras almas latejantes de compaixão, ternura e entendimento, que não passa necessariamente pela leitura de manuais..) se segrega,ignora e menospreza...Porque hoje se murmura a medo, aquilo que devia ser gritado loucamente, insanamente, obcessivamente, agora, já, no segundo que passa...Porque hoje, e só hoje, se arruma o estigma na prateleira, onde se esconde o medo, e constroi uma ponte improvisada até ao doente mental, quase sempre para aliviar o próprio ego(ou talvez o id??já não sei..) das censuras ruminante.....Porque só hoje, escondemos o espelho das nossas fraquezas e condições humanas que este doentes representam, sem que com isto não consigam também espelhar algo humanamente maravilhoso, e que o "socialmente (in)correcto" tenta sabotar..
Anelar
Já alguém sentiu a loucura
vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem
nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismo
se fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantese de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
a ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vida
saos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?
Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuaisS
ó tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar
José de Almada Negreiros
Porque hoje é um dia com nome, que tenta justificar todos os outros que ficam anónimos, e atolados na sua própria insanidade...Porque hoje se nomeiam evoluções terapêuticas e farmacológicas, para olvidar o abandono que prova o incómodo que nos provoca nos outros dias...Porque hoje, e só hoje, se acarinha o doente mental, quando no tempo restante(salvo raras almas latejantes de compaixão, ternura e entendimento, que não passa necessariamente pela leitura de manuais..) se segrega,ignora e menospreza...Porque hoje se murmura a medo, aquilo que devia ser gritado loucamente, insanamente, obcessivamente, agora, já, no segundo que passa...Porque hoje, e só hoje, se arruma o estigma na prateleira, onde se esconde o medo, e constroi uma ponte improvisada até ao doente mental, quase sempre para aliviar o próprio ego(ou talvez o id??já não sei..) das censuras ruminante.....Porque só hoje, escondemos o espelho das nossas fraquezas e condições humanas que este doentes representam, sem que com isto não consigam também espelhar algo humanamente maravilhoso, e que o "socialmente (in)correcto" tenta sabotar..
Anelar
terça-feira, outubro 10, 2006
Ano Lectivo Novo, Ensino Novo
Coimbra está em festa, a rua preenche-se de pessoas que passam e olham ou passam simplesmente distraídas, ou passam de capas negras ou com t-shirts estandardizadas… Nesta altura do ano Coimbra parece, de facto, um cidade nova, rejuvenescida por aqueles que chegam assustados e por aqueles que voltam com um novo espírito.
Pois é, mas parece-me que nem só nas ruas da Cidade estão diferentes, mas também a estruturação de alguns cursos da mesma, nomeadamente psicologia; estou, está claro, a falar do já tão famoso, já tão debatido e saturado: TRATADO DE BOLONHA!
Não espero com este post debater as vantagens ou desvantagens do mítico tratado mas, apenas, deixar aqui algumas das minhas reflexões nos últimos tempos acerca da temática.
Estes dias estava eu em casa a ouvir uma magna estudantil (vamos chamar-lhe assim) na rádio, quando dei por mim a rir alarvemente com algo tão sério como o “futuro académico do Ensino Superior em Coimbra” (lol). Sim! Porque, dado que o nosso destino ainda não está suficientemente esclarecido e delineado, há que o discutir “circensentemente” até à nossa exaustão vocal, visual e auditiva.
Na minha opinião, Bolonha não está a “bater à porta” para entrar, mas já entrou. Agora só temos uma via: recebe-la da maneira que melhor nos convém. Assim, em vez de se perder tempo com a sua chegada ou não, devemos LUTAR (este é um termo muito acarinhado nestas bandas) para que a sua implementação seja feita tendo em vista, apenas e só, o aluno e as suas condições melhores de aprendizagem.
Curioso isto porque pergunto-me, sinceramente, se em psicologia fizemos a melhor entrada em Bolonha, ou se não foi uma entrada demasiado “apressada”.
Numa faculdade em que a biblioteca fecha às 17h e as salas não chegam nem para ¼ das pessoas que deveriam estar na aula, parece-me, no mínimo, estranho… Mas não! Quanto a isso nada se pode fazer, a não ser obrigar alunos a escolher uma área que detestam só porque “há doutorados nessa área que não têm estagiários há anos” ou pior, mudar e remendar e voltar a REcolocar os alunos nas áreas de especialidade, isto é, quando estes pensavam ter entrado em clínica descobrem que, afinal, ficaram em educação; ou (a cereja em cima do bolo) ir todos os dias à secretaria duma faculdade e ouvir sempre um mísero “não sei” acerca de qualquer dúvida a respeito da temática.
Mas, não se preocupem, porque o nosso curso agora passou a ser de “primeira linha” e o melhor do país; pena é que média de entrada continue a descer e já esteja em 15.7; pena é que os exames nesta faculdade se repitam de ano para ano e de época para época e que as pessoas consigam copiar displicentemente, não sendo, por isso, os alunos SEQUER avaliados por aquilo que sabem (ou não sabem, não é?). E isto vai realmente mudar?
Enfim… este foi apenas um post em tom de desabafo porque, a partir de agora, com 8h diárias obrigatórias de trabalho acabaram os teatros, os consertos, os romances, o lanchezinho na cavaqueira e…os posts…
Pois é, mas parece-me que nem só nas ruas da Cidade estão diferentes, mas também a estruturação de alguns cursos da mesma, nomeadamente psicologia; estou, está claro, a falar do já tão famoso, já tão debatido e saturado: TRATADO DE BOLONHA!
Não espero com este post debater as vantagens ou desvantagens do mítico tratado mas, apenas, deixar aqui algumas das minhas reflexões nos últimos tempos acerca da temática.
Estes dias estava eu em casa a ouvir uma magna estudantil (vamos chamar-lhe assim) na rádio, quando dei por mim a rir alarvemente com algo tão sério como o “futuro académico do Ensino Superior em Coimbra” (lol). Sim! Porque, dado que o nosso destino ainda não está suficientemente esclarecido e delineado, há que o discutir “circensentemente” até à nossa exaustão vocal, visual e auditiva.
Na minha opinião, Bolonha não está a “bater à porta” para entrar, mas já entrou. Agora só temos uma via: recebe-la da maneira que melhor nos convém. Assim, em vez de se perder tempo com a sua chegada ou não, devemos LUTAR (este é um termo muito acarinhado nestas bandas) para que a sua implementação seja feita tendo em vista, apenas e só, o aluno e as suas condições melhores de aprendizagem.
Curioso isto porque pergunto-me, sinceramente, se em psicologia fizemos a melhor entrada em Bolonha, ou se não foi uma entrada demasiado “apressada”.
Numa faculdade em que a biblioteca fecha às 17h e as salas não chegam nem para ¼ das pessoas que deveriam estar na aula, parece-me, no mínimo, estranho… Mas não! Quanto a isso nada se pode fazer, a não ser obrigar alunos a escolher uma área que detestam só porque “há doutorados nessa área que não têm estagiários há anos” ou pior, mudar e remendar e voltar a REcolocar os alunos nas áreas de especialidade, isto é, quando estes pensavam ter entrado em clínica descobrem que, afinal, ficaram em educação; ou (a cereja em cima do bolo) ir todos os dias à secretaria duma faculdade e ouvir sempre um mísero “não sei” acerca de qualquer dúvida a respeito da temática.
Mas, não se preocupem, porque o nosso curso agora passou a ser de “primeira linha” e o melhor do país; pena é que média de entrada continue a descer e já esteja em 15.7; pena é que os exames nesta faculdade se repitam de ano para ano e de época para época e que as pessoas consigam copiar displicentemente, não sendo, por isso, os alunos SEQUER avaliados por aquilo que sabem (ou não sabem, não é?). E isto vai realmente mudar?
Enfim… este foi apenas um post em tom de desabafo porque, a partir de agora, com 8h diárias obrigatórias de trabalho acabaram os teatros, os consertos, os romances, o lanchezinho na cavaqueira e…os posts…
Fura_Bolos (vai doer)
quarta-feira, agosto 16, 2006
M�ozinhas, no s�tio certo...!
Ainda me lembro quando chegava a casa quando era criança, e de forma pueril e sorridente dizia"Mãe, hoje aprendi uma plavra nova". E a pouco e pouco ia coleccionando palavras como de reliquias se tratassem, reliquias essas k me capacitaram e capacitam para uma melhor descoberta do mundo que nos rodeia, para que não nos pareça tão alienigeno...Cresci, mas cada palavra por mim aprendida, continua a constituir um triunfo, porque através delas me conheço a mim e aos outros de forma cada vez melhor, e paesar do seu eco sempre imperfeito do que sentimos, constituem o nosso mais importante instrumento de vivência...
Agora já não partilho estas temáticas só com a minha mãe, mas com todos aqueles que se interessarem pelos meandros da palavra, e do que ela significa...Tenho então a dizer que hoje descobri uma palavra nova, não portuguesa é certo, mas com um significado que sempre me perguntei como verbalizar-coquetterie.Coquetterie remete para comportamentos de aproximação sexual, mas sem garantias de que tal irá acontecer(última parte esta que constitui o grande cerne de toda a questão). De facto o mais sublime comportamento pode fazer de nós uns "coquettes", um pensamento k não consegue cingir-se a tal,um olhar menos inocente, um gesto menos, discreto, um comentário, até ao prometido coito...E não fiquem chocados, porque sim suponho que quem leia isto já seja bem crescidinho para perceber qual o fim o último de uma aproximação sexual, e o sgnificado da palavra coito também...E agora que já partilhei convosco o grandioso acontecimento que é o aumento do meu vocabulário, tenham cuidado para não vos chamarem "coquettes"( e k um pouco de sorte, e a maneira portuguesa, akelas coisinhas comestiveis k se fritam :)
Anelar
Agora já não partilho estas temáticas só com a minha mãe, mas com todos aqueles que se interessarem pelos meandros da palavra, e do que ela significa...Tenho então a dizer que hoje descobri uma palavra nova, não portuguesa é certo, mas com um significado que sempre me perguntei como verbalizar-coquetterie.Coquetterie remete para comportamentos de aproximação sexual, mas sem garantias de que tal irá acontecer(última parte esta que constitui o grande cerne de toda a questão). De facto o mais sublime comportamento pode fazer de nós uns "coquettes", um pensamento k não consegue cingir-se a tal,um olhar menos inocente, um gesto menos, discreto, um comentário, até ao prometido coito...E não fiquem chocados, porque sim suponho que quem leia isto já seja bem crescidinho para perceber qual o fim o último de uma aproximação sexual, e o sgnificado da palavra coito também...E agora que já partilhei convosco o grandioso acontecimento que é o aumento do meu vocabulário, tenham cuidado para não vos chamarem "coquettes"( e k um pouco de sorte, e a maneira portuguesa, akelas coisinhas comestiveis k se fritam :)
Anelar
sábado, agosto 05, 2006
quinta-feira, julho 27, 2006
Annie Hall - Woody Allen
Annie Hall é, para mim, o melhor filme de Woody Allen! O filme é cómico, sentimental, inteligente e imperdivel! Se tiverem oportunidade, vejam, definitivamente, esta comédia.
Acho que a forma como o filme termina, sintetiza muito da obra:
Alvy Singer (personagem principal da comédia romântica) é um comediante e termina o filme contando uma historia:
Um individuo vai ao psiquiatra:
- Não sei o que se passa com o meu irmão mas ele diz que é uma galinha.
- Então porque não o manda internar?
- porque preciso dos ovos
E a vida é mesmo assim, cheia de loucuras, insanidades, de sentimentos contraditórios pelos outros, não conseguimos, contudo, viver sem eles porque….precisamos dos ovos.
Furs Bolos (ah e tem a participação especial do...... Paul Simon!!!)
Acho que a forma como o filme termina, sintetiza muito da obra:
Alvy Singer (personagem principal da comédia romântica) é um comediante e termina o filme contando uma historia:
Um individuo vai ao psiquiatra:
- Não sei o que se passa com o meu irmão mas ele diz que é uma galinha.
- Então porque não o manda internar?
- porque preciso dos ovos
E a vida é mesmo assim, cheia de loucuras, insanidades, de sentimentos contraditórios pelos outros, não conseguimos, contudo, viver sem eles porque….precisamos dos ovos.
Furs Bolos (ah e tem a participação especial do...... Paul Simon!!!)
Subscrever:
Mensagens (Atom)