segunda-feira, maio 29, 2006

Me want COOKIE!!!!

You Are Cookie Monster
Misunderstood as a primal monster, you're a true hedonist with a huge sweet tooth.
You are usually feeling: Hungry. Cookies are preferred, but you'll eat anything if cookies aren't around.
You are famous for: Your slightly crazy eyes and usual way of speaking
How you life your life: In the moment. "Me want COOKIE!"
The Sesame Street Personality Quiz


Fura_bolos (bolachas..... eu preciso de bolachaaasssss!!! lol )

domingo, maio 28, 2006

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus
Eugénio de Andrade

Porque o tempo ajuda as emoções a esculpirem nos melhor....

Anelar

sexta-feira, maio 26, 2006

Imposto Automóvel

Aqui está um exemplo do cumprimento do direito cívico à indignação, ao qual eu sou concordante, ora também não afectasse a mim e a todos.

"Já alguém reparou na barbaridade do novo imposto automóvel (IA)? Isto é completamente anedótico. Primeiro, quase todos os automóveis vão aumentar de preço, claro! Depois, a aplicação de uma medida ambiental, vem mascarar o interesse do governo em ter mais umas fontes de rendimento (para comprar os próprios carros? se calhar...) não fosse o aumento dos preços mais evidentes nos carros mais vendidos em Portugal (conveniente, não?). Mas estes não são carros diesel? Não gastam menos combustível? Não emitem menos CO2? Pois, mas criaram forma de os penalizar. Isto porque s fosse aplicada uma verdadeira medida ambiental, talvez se reduzissem os lucros do governo nos automóveis e depois também no combustível (iam gastar menos de um combustível mais barato. Sendo assim, talvez compense ainda menos trocar gasolina por diesel (e lá entram mais uns trocos). Espertos, n são?

Sinceramente, NÃO. Primeiro porque estão a degradar a qualidade de vida dos portugueses e a tirar-lhes poder de compra (com ordenados abaixo, mas preços acima da média europeia. Não se percebe.) o que se vai reflectir noutros bens (nos quais se poupa). Estão, também, a piorar a qualidade do ar que todos nos respiramos (inclusivamente os senhores do governo).

E também ninguém se lembrou que Portugal concordou com o tratado de kioto? Hmm, parece q não! Mas temos que cumprir os limites de emissões de gases que nos foram concedidos. Como? Com leis destas? Com estas leis nada vai parar o aumento de gases libertados para a atmosfera e no futuro? Bem, aí vão chover chuvas ácidas e multas. Sim multas! Pelo não cumprimento dos limites impostos. Mas isso que importa? É para o governo seguinte, eles que se lixem. Lixam-se eles e lixamo-nos nós, que pagamos os impostos para cobrir os erros do passado completamente desnecessários. É a isto que se chama desenvolvimento?!"

Bem observado Kim (obrigada pelo email)!!!

Polegar

quarta-feira, maio 17, 2006

Freud sossega em paz...

Chegou-me aos tímpanos que a culpa não era do Édipo mas sim do Rei Laio…
Hmmm… Segundo reza a história… e passo à hora do conto:

Numa terra intitulada Tebas, nasceu Édipo, filho do Rei Laio e da sua esposa Jocasta.
Entretanto, o Rei Laio consultou uma oráculo que anteviu a sua morte nas mãos do seu filho. Este temendo a profecia entregou o jovem Édipo com os tornozelos perfurados (daqui bem a origem do nome Édipo, que significa ‘pé inchado’), de modo a não se mexer, a um pastor com ordem de o deixar ali morrer.
O que acontece, é que o pastor não teve coragem de abandonar Édipo e entregou-o a outro pastor de uma terra longínqua, este por sua vez, entregou ao Rei Corinto, visto que ele não tinha descendestes e criou Édipo como sendo o seu filho. Anos mais tarde Édipo começa a ser assombrado pelos boatos de não ser filho dos seus pais. Então, consulta uma oráculo, ao qual esta não lhe disse quem eram os pais verdadeiros mas disse que iria matar seu pai e casar com a sua mãe. Horrorizado, Édipo esquece as suas dúvidas e decide afastar-se dos seus pais, iniciando uma longa caminhada. Pelo caminho, no local onde três estradas se cruzavam, deparou-se com uma carruagem e no seu interior encontrava-se o Rei Laio. Envolveram-se numa zaragata e Édipo sem saber acabou por matar o seu pai, o Rei Laio.
Porém, Édipo continuou a sua viagem até que chegou a Tebas, que se encontrava aterrorizada pelo monstro Esfinge. Esfinge proponha um enigma a todos que por ali passavam: “O que é que anda com quatro pernas, duas pernas e três pernas?”- os que falhavam eram lançados a um precipício, aquele que acertasse era-lhe oferecido o trono e a mão da esposa de Laios. Édipo respondeu acertadamente ao enigma com a resposta Homem e assim, se tornou rei de Tebas e casou-se com sua mãe, a rainha Jocasta e teve duas filhas.
Os anos passaram, tranquilamente, até que uma praga abismou-se sobre Tebas e segundo a oráculo, a maldição só desaparecia quando o assassino do Rei Laio fosse descoberto. O Rei Édipo tomou logo as providências para encontrar o assassino. Porém, consultou um profeta cego que relutante lhe disse que fora ele, Édipo, que tinha sido o assassino e que iria recusar incessantemente em aceitar a verdade e a reconhecer os seus actos. Posto isto, Édipo não acreditou que tinha sido ele e suspeitou de uma artimanha entre o cunhado e o profeta. Só que Jocasta ao tentar acalmar Édipo, diz-lhe que era impossível ter morto Laio pois este morreu numa encruzilhada de três estradas. Nisto, Édipo recordou-se da zaragata e veio-se a confirmar o cruel facto. Entretanto, chega um mensageiro a certificar que Édipo não era filho dos seus pais, Jocasta apavorada tenta deter Édipo no seguimento das suas investigações porque já previa um desfecho trágico. Este alheio ainda à dimensão dos seus actos, prosseguiu e descobriu que Laio e Jocasta são os seus verdadeiros pais. Neste momento, Jocasta já se tinha retirado para o palácio, Édipo apressara-se a segui-la e deparou-se com a mãe enforcada. Ao deparar com tal cenário arrancou os broches de ouro do vestido da mãe e golpeou os seus olhos até o sangue escorrer-lhe pela face. Como podia olhar para o mundo, agora que conseguia ver a verdade?

Conclusão: A Culpa não é do Édipo, nem do Rei Laio é da Oráculo…

Neste mito grego dado a conhecer pelo dramaturgo Sófocles revejo a essência da Psicanálise, isto é, conhecimento gradual e profundo sobre o nosso EU. Um caminho corajoso e intenso que nos encaminha a compreender e a tolerar os nossos pensamentos, comportamentos e emoções. No fundo a nossa história de vida.

Dúvida: Já fizeram algum estudo empírico sobre a % de professores que tem relações libidinosas com assistentes e alunas?!

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segunda-feira, maio 15, 2006

“Eu sou a mentira que diz a verdade” Rosseau

Conhecimento é dor
Felicidade é ignorância.
Uma criança quando joga à bola e cai, magoa-se e chora.
Um adulto que joga à bola e cai, magoa-se e não chora.
Porque é que achamos belo o que é pequeno e esplendoroso o que é grande?
O pequeno é a vida e a morte é grande.
A fórmula da felicidade será cada um encontrar a criança ao longo do seu caminho
Porque ver, olhar, querer, perceber está no seu egocentrismo.

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quarta-feira, abril 26, 2006

As coisas que se aprendem no Ensino Superior...

"E pronto, a ansiedade servia para os homens da pré-história fugirem dos dinossauros.."

Daqui a pouco até nos querem fazer querer que o sol anda à volta da terra; que os Ents nos atacarão daqui a dois anos; que o açucar é salgado e que o Castelo Branco anda a comer estrangeiras pelas praias do Algarve: Do you want some cream, baby darlim?

Fura_Bolos (a ignorancia é o caminho da luz)

domingo, abril 23, 2006

"Lose ourselfs to lose our minds"

O comboio atravessava veloz o interminável túnel da noite. Lembrava-se com precisão de quando o comboio apitara, fazendo o primeiro movimento para sair da estação aos solavancos. No cais, uma mancha luminosa polvilhada de ouro delineava a silhueta da mãe que, num lento adeus, tinha diminuído de tamanho à media que o comboio se afastara, até se tornar num ponto escuro e desaparecer.
Quando o comboio avançou pelo cheirete a produtos químicos do subúrbio da cidade, apercebeu-se de que etava sozinho naquele compartimento. Pensou: «Aqui estou eu...só, dentro e fora de mim, último passageiro da minha noite interior.» E reprimiu as lágrimas, apertanto a pequena mala de viagem contra o peito. Depois, mais calmo, encostou-se à janela e deixou o movimento do comboio sacudir-lhe o corpo. À sua volta crescia o silêncio, doloroso silêncio, semelhante ao que se estende por cima do mar cuja misteriosa mansidão nos acorda, obrigando-nos a descobrir, subitamente, que a solidão é muito maior do que julgávamos.
Como um gato que se enrosca para dormir, encolheu-se no assento, ajeitou a mala contra si. Não soube se permaneceu muito tempo naquela posição, olhando o que desfilava no enquadramento da janela, um pouco desfocado, em sentido contrário. Dormitou, ou talvez tenha pensado que dormitava.Talvez tenha cantarolado baixinho uma dessas canções tristes que os pescadores solitários fazem vibrar nos lábios, em surdina, para afastarem a morte e o medo no alto-mar.
O comboio percorreu dois dias e duas noites. Em que direcção? Pouco lhe importava. Num país atravessara o esplendor acetinado da primavera. Noutro chovia, e o frio gretara-lhe os lábios, emudecera-o. Comprara umas luvas de lã e entretivera-se a pô-las e tirá-las horas a fio. E assim cruzara cidades e campos sem dar por isso, enroscado junto à janela do compartimento, um um livro que não leu aberto sobre os joelhos, a cabeça encostada ao vidro, entorpecido. Deixara o tempo erguer em seu redor um espaço sem passado nem presente, nem futuro. Estava ali, esquecido de si mesmo, era tudo.
Sentira o corpo avançar à velocidade do comboio, sem saber ao certo para onde, mas avançara. De resto, como sempre, avançara pelo interior daquele limbo meio iluminado meio na treva, que era a exígua memória do que vida consentira dar-lhe, como um sobejo.

Al Berto

Fura Bolos (leiam a ouvir Holland do Suvjan Stevens: lugarzinho no ceu)

Palavras soltas

No silêncio enevoado das nossas palavras vejo o teu espírito esvoaçar contra a maré...
O sussurar do murmúrio gritante das ondas estivais leva-me ate à minha ilha deserta onde sou naufraga de mim mesma...
Deixo crescer em mim o sentimento de imortalidade consciente..Desta vez não fumo um cigarro imaginário, e o fumo cega-me a visão do amanhã, mas ainda assim agora com a certeza de quem sou , de quem não fui, mas com a aplaudivel incerteza do que vou ser...
No futuro brilhante da minha ofuscada bola de cristal revelo-me na dúvida, descubro-me aqui nesta ilha perdida no meio de tudo, porque persiste o meu estado primitivo sem os artíficios que a sociedade nos impõe com o objectivo do encontro mítico da perfeição..
No efeito solitário do som das marés, do eco delirante do meu ser, sinto o confronto da multiciplicidade de formas que o dia de amanhã pode tomar..
Encontro a paz no sábio encontro da geografia dos meus recantos...Dos montes, vales, rios, planícies e bosques que existem nesta ilha ilusoriamente tão vazia de tudo...
Gostaria de escrever um romance, um thriller,ou até quem sabe um diário de bordo desta minha viagem,mas o que apenas consiguo proferir são estas palavras soltas, que se unem para me entrelaçar com os sonhos prometidos pela estrela mais cadente, para me confortar da brisa árida das rotas marítimas, e onde desabafo a alma...
A única perda que sinto ainda és tu, meu amor..Onde estás tu?Estarás tu numa outra ilha, onde traças os teus próprios mapas, ou já partiste rumo ao Universo?..Estamos tão abismalmente separados quando o físico se toca, os teus olhos não me falam como eu queria, o desejo esconde-se por detrás de alguma artimanha mais sensual, o meu coração gelou mesmo aí nas tuas mãos, e tu nem reparaste...as lágrimas trespassam-me como fantasmas enfeitiçados que procuram infernalmente o paraíso...Por agora deixa-me ficar aqui aninhada, enquanto me contas fábulas como um final de "felizes para sempre", mesmo que na verdade tal não seja mais que uma metáfora do contrário...

Anelar

sábado, abril 22, 2006

porquê...?

”Porque hoje fui incapaz de reconhecer a tua falta e não proferi qualquer palavra.” Walter Garcia

Porque sempre que algo que não controlamos, nos controla a nós como se o nosso pescoço fosse um sufoco de uma trela.
Porque quem agarra essa trela é alto e não fala a mesma língua que nós, porque é mudo.
Porque as nossas mãos não são garras que retiram de dentro das nossas entranhas esse roído tenebroso que nos entorpece.
Porque a morte é vermelha e não preta.
Talvez porque O Dono usa um chapéu de palha tão grande que transforma o mundo em sombrio.

Fura_Bolos (?)

terça-feira, abril 11, 2006

Pseudo-Monólogos do coração

-Depois de tantos anos em que tento entender-te, depois de tudo o que fiz por ti, dos momentos intimos que partilhamos, do carinho com que te tratei, confiando em ti a guarda daqueles que mais amo, como podes tu fazer-me isto?
-Mas fazer o quê afinal? Não entendo...
-Mas como não....És um cobarde, recuso-me a falar mais contigo, mesmo que da tua existência dependa a minha. Não te vou ouvir mais, és um verdadeiro charlatão.
-Calma, vamos falar, como sempre fizemos até há bem pouco tempo...
-Que dizes?Incessamentemente falei ctg, mas tu não respondias!
-Claro que respondia, sempre respondi aos teus apelos, mas as minhas respostas nem sempre são as que querias sentir...E por isso vais negando o que sentes, e dizes que sou que eu que sou mudo....
-Talvez, mas diz-me que maneiras atrozes são essas que agora encontraste para me infernizar, ou como dizes para te expressares?
-Chorar, sentir solídão, desespero,angústia?São essas as minhas "maneiras atrozes"?Ahahahahahah....
-Vês magoas-me, e ainda te ris com esse ar sarcástico..Nem pareces que fazes parte de mim...
-Desculpa não me contive, depois de tantos anos nunca pensei que me conhecesses tão pouco...Será que pensaste que a vida seria sempre feita de rosas?Não te lembraste que todas as rosas têm espinhos?...
-Claro que sempre soube disso. Pelos vistos eu é que sou uma estranha para ti...
-Não és, não..E também sei que tu sempre soubeste muito bem que a vida não era nenhum conto de fadas..O que acontece é que sempre te escondeste por detrás dos teus medos, que foste construindo como barreiras protectoras, que te protegiam dos sentimentos não só os piores, como muitas vezes dos melhores...
-Isso não é verdade...
-É sim, não negues mais a tua natureza humana.Por mais que nos exigam que sejamos perfeitos, nunca te esqueças que a verdadeira beleza do que somos está precisamente nos nossos "defeitos"....
-Supondo que tudo isto é verdade, diz-me coração...Como é que as barreiras se quebraram depois de tanto tempo,onde foi que as fendas abriram....?
-O que acontece é que essas barreiras sufocaram-me quase até à morte, e fenda fui eu mesma que a abri....As tuas fantasias, os teus sonhos, a tua felicidade, a tua tristeza, a tua ansiedade tinham de sair....porque estavam prestes a dinamitar-me..
-Foi como se depois de muito tempo as comportas se abrissem..
-..e saísse tudo o que devia sair agora e há vários anos atrás...
-Sabes tenho medo desta fenda que abriste em mim, tenho medo que nunca sare...
-Do que tens verdadeiramente medo é de sentir, de te sentir, de sentir os outros, o que te rodeia...
-Não posso ter sido tão fria durante tanto tempo....
-Mas julgas que eras fria com quem?Tu,eras a única pessoa com quem eras fria, porque não me ouvias, não me respeitavas...Agora que a fenda finalmente abriu, deixa-te ir ao sabor das tuas emoções,ri,chora, grita....
-Mas mesmo assim achas que era preciso passar por tanto sofrimento para me dar conta de tudo isto?Continuo a achar que apesar de tudo tens sido bastante cruel comigo...
-Daqui a um tempo vais agradecer-me por tudo isto...
-Acho que já te partiste em pedaços só de ouvir aquilo que tu próprio disseste...
-Estes momentos servem para crescermos, para nos flexibilizar a alma,para termos a capacidade de sermos felizes, sim porque achas que todos são capazes de serem felizes?..A própria felicidade assusta por vezes acredita.
-Acho que vou ter de dialogar mais vezes contigo, para evitar estas tuas partidas..Até mais, sinto-te por ai num dia mais cinzento..

Anelar

quarta-feira, março 29, 2006

That´s not possible...

Em plena recessão económica nunca até agora tinha percebido o quão mal nós estamos...Agora até é preciso pagar 0.50 cêntimos para satisfazer como coisa tão urgente como as nossas necessidades fisiológicas...Sim porque estava eu na estação velha de Coimbra como se costuma dizer por aí "à mijinha pa rascar", quando chego ao WC e me apercebo que a crise afinal estava lá na mais simples premissa da condição humana..A princípio ainda pensei que punhamos a moedinha pa ir aos sanitário, e era tipo supermercado e depois devolviam...Mas nap...Foi caso para dizer que nunca me tinha passado a vontade tão rápido..

Anelar

segunda-feira, março 13, 2006

Dedico a VÓS!!!

Quem te ouve?! Quem te chora?!
Quem te sorri?! Quem te consola?!
Aquele que te limpa a alma,
corrompe e esfola a prisão que te devora…
Não te deixes ir pelos que te sujam a carripana
pois é nela que levas os que mais amas.
Quem ouves?! Quem choras?!
Quem sorris?! Quem consolas?!
E que por vezes sovas?!
Sim… são esses poucos transeuntes
que te arrombam da tua fissura escondida…
E se não sabes quem eles são…
Caminha até aos dias da inquietação
e aí dirás quem te perturba…
Aí dirás por quem vociferas
quando as feras te fustigam…
E saberás o quanto a tua carripana
ao longo de um percurso Evarestiano
Se entristeceu e se alegrou…
ao som de angústias nauseantes e risadas saltitantes…
E como ela está cheia…
Cheia de algo que todos aclamam…
Aclamam pela labareda que te aquece
no mais gélido branco de neve que te cerca.

Polegar (Não direi um obrigada porque sei que foi tão bom para vós como foi para mim. E é esse o grande privilégio numa amizade…)

domingo, março 12, 2006

“Eu amo o mundo que odeio”

Sim… é ele, o mundo, que me arquitecta à sua própria semelhança … e por mais que a negue… não há escapatória possível… Eu sou do mundo mas o mundo não é só meu… não estou ilibar-me das culpas que tenho… Mas que culpa tenho eu, de ser assim como sou?! Digam-me!!! Possuo uma herança que não escolhi e um corpo, um mundo à qual pertenço, e na verdade me identifico. Será isso que me corrói?! Porquê me identifico com tantas coisas que me repugnam?! Contudo, na sua plenitude lhe confisco o que de melhor ele tem… e procuro me manter nela. Mais… tento preserva-la dentro de mim.
“EU AMO O MUNDO QUE ODEIO”… Esta frase, retirada do poema As Cinzas de Gramsci (1957) escrita pelo poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (a titulo de curiosidade - nasceu em Bolonha, um nome muito aclamado actualmente pelos estudantes universitários europeus. Talvez, a obra deste grande senhor seja uma boa inspiração para as lutas que se avizinham). Escolhi esta frase pela sua simplicidade de conter em poucas palavras, o solto do grito gritante que me vai intrínseco à alma… Acompanhando-me como uma sombra, que me convence cada vez mais da sua totalidade exímia. Ela remete-nos para muitos pensamentos longínquos…que nos levam ao tudo e ao nada. E façam um favor a vós próprios, deixai esses pensamentos intrusos, por vezes, fluir. Até vou partilhar convosco alguns… os que mais deambulam pelas veias pensantes… Comecemos pelos os dois únicos verbos da frase: Amo vs odeio. Como se ouve por aí, o amor e o ódio são tão próximos que se entrelaçam de uma forma tão penetrante, que nos leva a desconhecer a sua própria fronteira. O mundo é feito, queiramos ou não, de um ar antagónico que se respira a todos os milésimos de segundo… Vejamos as incertezas que percorremos para chegar as metas que conseguimos… Já alguém dizia “o que me lixa é a puta da dialéctica”. É a dor de pensar, de escolher, de ser… É uma luta inconstante entre o mundo e eu … porque é ele que me dá e tira o controlo que tanto venero… É ele que me encaixilha o sorriso e a lágrima na minha alma… É ele que me os carimba na minha cara.
Por ser ele o que me veste e despe todos os dias, também, é ele que amo e odeio todos os meus singulares dias…E porque a sua complexidade é singela, é única… Eterna de surpresas… Eu o amo mais do que o odeio…
Fica sempre muita coisa por se dizer… vamos dizendo… desde que o sistema cognitivo e fonológico nos deixe… Se não, só nos resta os pensamentos flutuantes que nos perseguem…

Polegar

quarta-feira, março 08, 2006

"Um copo meio cheio, sff"

No prelúdio fugaz da aura acesa da manhã pressinto-te nos músculos comprimidos pela ansiedade envolta em papel com grafismos de dúvidas que o novo dia presenteia...
O cacau deprimente da vida transborda do copo matinal...Alegra-se com um café curto de sentimentos que hibernam no coração que fervilha com a cafeina buliciosa...
A paisagem angustiante dos meus pensamentos correm com uma fúria luminosa no espelho d'alma do comboio fantasma que me leva a conhecer a legião dos meus medos.. Dormito no ombro amigo da esperança, sonho com o pelo sedoso do familiar, tacteio o eterno em cada momento efémero de existência...
No meu destino vislumbro-os a eles...aos meus medos destemidos. Falo com eles, abraço-os, entrelaço-me nos seus confins, até nos fundirmos numa massa galática, que ofereço a mim mesma dentro de um cavalinho de Troia
Fino-me nos meus tormentos, renasço nos restos perdidos de mim mesma(ou pelo menos preciso de acreditar que sim...)

Anelar

domingo, fevereiro 19, 2006

Técnica de engate

Enquanto ouvia um programa de radio achei piada ao comentário que a locutora fez sobre as estratégias de engate mais utilizadas pelos elementos masculinos, aqui vão:

-O débito de uma ou duas frases feitas que poe de parte toda a hipotese que poderiam ter.

-O relato do quão dificil tem sido a sua vida emocional, e que visa despertar na mulher um espécie de instinto maternal

-A desconstrução das duas hipóteses anteriores que se revela com frases do tipo "Eu sei que não uma rapariga que se deixa ir em cantigas...."

Bem realmente estas técnicas comtemplam uma vasta gama de especimes masculinos, mas será que existem outras?Comentem e digam de vossa justiça..

Anelar

sábado, fevereiro 18, 2006

???

Ás vezes tenho vontade de gritar o refrão da música do Jack Johnson "where the good people go?"....

Anelar

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Amiais ao rubro:D

DIAS 18,19,20 E 21:FESTAS DE AMIAIS DE BAIXO-A MELHORES FESTAS DE INVERNO DA REGIÃO CENTRO, COM UM ESPECTACULAR FOGO DE ARTÍFICIO.APAREÇAM!!!

Bem como boa amiense tinha que fazer passar a mensagem lol

Anelar

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Tabacaria

Tabacaria perdida no meio de mim...charutos, cigarros, cigarrilhas...enquanto vou assim languidamente fumando um cigarro imaginário até me perder mais uma vez no centro de mim, onde as ruas do prazer e da tristeza se entrecruzam e abalam todo o tipo de orientação existente nas placas sentimentais penduradas nos sentimentos mais superficiais...Perguntam-me "Onde fica a tabacaria?", atónita respondo"Qual tabacaria?", sem saber que ela se encontra aqui mesmo no centro de mim, dos meus sentimentos, dos meus pensamentos, de forma misteriosa e sensual...E assim vou continuando perdida , envolta no fumo que me enebria e me transforma numa fumadora compulsiva, das minhas próprias emoções e incertezas...Estarás tu na tabacaria perdida em mim, ou não passas de um delirio provocado pelo fumo espesso que me abraça?De qualquer forma esperarei por ti aqui no centro mim,enebriada pelo rasto fumegante das estrelas cadentes que vao descendo rumo à tabacaria...

Anelar

Riot in an empty street

Estou a ouvir Yann Tierson e lembrar-me ti, de todo o mundo de fantasia e de magia envolto no fabuloso destino de Amelie... De como pequenos momentos podem se transformar em lugarzinhos no céu e de como foi bom estar contigo a ver o filme, os dois prostrados naquela cama, de pernas entrelaçadas e de olhares cúmplices.
Quero que saibas que independentemente de tudo, nunca te esquecerei, deste-me lugarzinhos no ceu, foste o sonho para mim, deste-me o sonho....
Recordarei sempre como é bom ver-te de perfil e acariciar-te o cabelo, mesmo quando fazes um olhar de desprezo. De como é bom ver as tuas pestanas bem de perto. De tão perto que estas se tornam frágeis, tão frágeis como se no universo de um toque fossem fechar-se para sempre. De como estas pestanas de "cem mil cavalos no peito", quase infantis, acariciavam a minha face!
Mudaste-me a mim.... E, se queres que te diga, o método da adição é o único método exequível para atingires a unicidade do ser... Eu tenho-te em mim, percebes? Ficas-te cá muito bem guardado, numa caixinha redonda de metal com cavalinhos brancos...
Obrigada por existires e por me fazeres sonhar....

Fura_Bolos (fairytales :) )

terça-feira, fevereiro 14, 2006

O Dia dos Namorados ou o Dia 14 de Fevereiro?

O dia dos namorados, inventado por uma questão meramente comercial, serve para provocar, sob o meu ponto de vista, duas importantes situações na nossa sociedade:

(1) Serve para quem namora ter uma desculpa para ir jantar fora e receber uma prendinha (com um coração e vermelha, na certa!). Ou, no pior dos casos, serve para o casal andar o dia todo aos suspiros e aos beijinhos um com o outro, de uma forma pegajosa e, por vezes, até mesmo enjoativa;

(2) Serve para quem não namora andar o dia todo a levar de tabela com montras vermelhas e berrantes e com os casaisinhos que se passeiam apaixonadamente, para chegar ao final do dia e conseguir ter a derradeira certeza de que "preciso de desencalhar"!

Fura_Bolos (lol)