"E pronto, a ansiedade servia para os homens da pré-história fugirem dos dinossauros.."
Daqui a pouco até nos querem fazer querer que o sol anda à volta da terra; que os Ents nos atacarão daqui a dois anos; que o açucar é salgado e que o Castelo Branco anda a comer estrangeiras pelas praias do Algarve: Do you want some cream, baby darlim?
Fura_Bolos (a ignorancia é o caminho da luz)
quarta-feira, abril 26, 2006
domingo, abril 23, 2006
"Lose ourselfs to lose our minds"
O comboio atravessava veloz o interminável túnel da noite. Lembrava-se com precisão de quando o comboio apitara, fazendo o primeiro movimento para sair da estação aos solavancos. No cais, uma mancha luminosa polvilhada de ouro delineava a silhueta da mãe que, num lento adeus, tinha diminuído de tamanho à media que o comboio se afastara, até se tornar num ponto escuro e desaparecer.
Quando o comboio avançou pelo cheirete a produtos químicos do subúrbio da cidade, apercebeu-se de que etava sozinho naquele compartimento. Pensou: «Aqui estou eu...só, dentro e fora de mim, último passageiro da minha noite interior.» E reprimiu as lágrimas, apertanto a pequena mala de viagem contra o peito. Depois, mais calmo, encostou-se à janela e deixou o movimento do comboio sacudir-lhe o corpo. À sua volta crescia o silêncio, doloroso silêncio, semelhante ao que se estende por cima do mar cuja misteriosa mansidão nos acorda, obrigando-nos a descobrir, subitamente, que a solidão é muito maior do que julgávamos.
Como um gato que se enrosca para dormir, encolheu-se no assento, ajeitou a mala contra si. Não soube se permaneceu muito tempo naquela posição, olhando o que desfilava no enquadramento da janela, um pouco desfocado, em sentido contrário. Dormitou, ou talvez tenha pensado que dormitava.Talvez tenha cantarolado baixinho uma dessas canções tristes que os pescadores solitários fazem vibrar nos lábios, em surdina, para afastarem a morte e o medo no alto-mar.
O comboio percorreu dois dias e duas noites. Em que direcção? Pouco lhe importava. Num país atravessara o esplendor acetinado da primavera. Noutro chovia, e o frio gretara-lhe os lábios, emudecera-o. Comprara umas luvas de lã e entretivera-se a pô-las e tirá-las horas a fio. E assim cruzara cidades e campos sem dar por isso, enroscado junto à janela do compartimento, um um livro que não leu aberto sobre os joelhos, a cabeça encostada ao vidro, entorpecido. Deixara o tempo erguer em seu redor um espaço sem passado nem presente, nem futuro. Estava ali, esquecido de si mesmo, era tudo.
Sentira o corpo avançar à velocidade do comboio, sem saber ao certo para onde, mas avançara. De resto, como sempre, avançara pelo interior daquele limbo meio iluminado meio na treva, que era a exígua memória do que vida consentira dar-lhe, como um sobejo.
Al Berto
Fura Bolos (leiam a ouvir Holland do Suvjan Stevens: lugarzinho no ceu)
Quando o comboio avançou pelo cheirete a produtos químicos do subúrbio da cidade, apercebeu-se de que etava sozinho naquele compartimento. Pensou: «Aqui estou eu...só, dentro e fora de mim, último passageiro da minha noite interior.» E reprimiu as lágrimas, apertanto a pequena mala de viagem contra o peito. Depois, mais calmo, encostou-se à janela e deixou o movimento do comboio sacudir-lhe o corpo. À sua volta crescia o silêncio, doloroso silêncio, semelhante ao que se estende por cima do mar cuja misteriosa mansidão nos acorda, obrigando-nos a descobrir, subitamente, que a solidão é muito maior do que julgávamos.
Como um gato que se enrosca para dormir, encolheu-se no assento, ajeitou a mala contra si. Não soube se permaneceu muito tempo naquela posição, olhando o que desfilava no enquadramento da janela, um pouco desfocado, em sentido contrário. Dormitou, ou talvez tenha pensado que dormitava.Talvez tenha cantarolado baixinho uma dessas canções tristes que os pescadores solitários fazem vibrar nos lábios, em surdina, para afastarem a morte e o medo no alto-mar.
O comboio percorreu dois dias e duas noites. Em que direcção? Pouco lhe importava. Num país atravessara o esplendor acetinado da primavera. Noutro chovia, e o frio gretara-lhe os lábios, emudecera-o. Comprara umas luvas de lã e entretivera-se a pô-las e tirá-las horas a fio. E assim cruzara cidades e campos sem dar por isso, enroscado junto à janela do compartimento, um um livro que não leu aberto sobre os joelhos, a cabeça encostada ao vidro, entorpecido. Deixara o tempo erguer em seu redor um espaço sem passado nem presente, nem futuro. Estava ali, esquecido de si mesmo, era tudo.
Sentira o corpo avançar à velocidade do comboio, sem saber ao certo para onde, mas avançara. De resto, como sempre, avançara pelo interior daquele limbo meio iluminado meio na treva, que era a exígua memória do que vida consentira dar-lhe, como um sobejo.
Al Berto
Fura Bolos (leiam a ouvir Holland do Suvjan Stevens: lugarzinho no ceu)
Palavras soltas
No silêncio enevoado das nossas palavras vejo o teu espírito esvoaçar contra a maré...
O sussurar do murmúrio gritante das ondas estivais leva-me ate à minha ilha deserta onde sou naufraga de mim mesma...
Deixo crescer em mim o sentimento de imortalidade consciente..Desta vez não fumo um cigarro imaginário, e o fumo cega-me a visão do amanhã, mas ainda assim agora com a certeza de quem sou , de quem não fui, mas com a aplaudivel incerteza do que vou ser...
No futuro brilhante da minha ofuscada bola de cristal revelo-me na dúvida, descubro-me aqui nesta ilha perdida no meio de tudo, porque persiste o meu estado primitivo sem os artíficios que a sociedade nos impõe com o objectivo do encontro mítico da perfeição..
No efeito solitário do som das marés, do eco delirante do meu ser, sinto o confronto da multiciplicidade de formas que o dia de amanhã pode tomar..
Encontro a paz no sábio encontro da geografia dos meus recantos...Dos montes, vales, rios, planícies e bosques que existem nesta ilha ilusoriamente tão vazia de tudo...
Gostaria de escrever um romance, um thriller,ou até quem sabe um diário de bordo desta minha viagem,mas o que apenas consiguo proferir são estas palavras soltas, que se unem para me entrelaçar com os sonhos prometidos pela estrela mais cadente, para me confortar da brisa árida das rotas marítimas, e onde desabafo a alma...
A única perda que sinto ainda és tu, meu amor..Onde estás tu?Estarás tu numa outra ilha, onde traças os teus próprios mapas, ou já partiste rumo ao Universo?..Estamos tão abismalmente separados quando o físico se toca, os teus olhos não me falam como eu queria, o desejo esconde-se por detrás de alguma artimanha mais sensual, o meu coração gelou mesmo aí nas tuas mãos, e tu nem reparaste...as lágrimas trespassam-me como fantasmas enfeitiçados que procuram infernalmente o paraíso...Por agora deixa-me ficar aqui aninhada, enquanto me contas fábulas como um final de "felizes para sempre", mesmo que na verdade tal não seja mais que uma metáfora do contrário...
Anelar
O sussurar do murmúrio gritante das ondas estivais leva-me ate à minha ilha deserta onde sou naufraga de mim mesma...
Deixo crescer em mim o sentimento de imortalidade consciente..Desta vez não fumo um cigarro imaginário, e o fumo cega-me a visão do amanhã, mas ainda assim agora com a certeza de quem sou , de quem não fui, mas com a aplaudivel incerteza do que vou ser...
No futuro brilhante da minha ofuscada bola de cristal revelo-me na dúvida, descubro-me aqui nesta ilha perdida no meio de tudo, porque persiste o meu estado primitivo sem os artíficios que a sociedade nos impõe com o objectivo do encontro mítico da perfeição..
No efeito solitário do som das marés, do eco delirante do meu ser, sinto o confronto da multiciplicidade de formas que o dia de amanhã pode tomar..
Encontro a paz no sábio encontro da geografia dos meus recantos...Dos montes, vales, rios, planícies e bosques que existem nesta ilha ilusoriamente tão vazia de tudo...
Gostaria de escrever um romance, um thriller,ou até quem sabe um diário de bordo desta minha viagem,mas o que apenas consiguo proferir são estas palavras soltas, que se unem para me entrelaçar com os sonhos prometidos pela estrela mais cadente, para me confortar da brisa árida das rotas marítimas, e onde desabafo a alma...
A única perda que sinto ainda és tu, meu amor..Onde estás tu?Estarás tu numa outra ilha, onde traças os teus próprios mapas, ou já partiste rumo ao Universo?..Estamos tão abismalmente separados quando o físico se toca, os teus olhos não me falam como eu queria, o desejo esconde-se por detrás de alguma artimanha mais sensual, o meu coração gelou mesmo aí nas tuas mãos, e tu nem reparaste...as lágrimas trespassam-me como fantasmas enfeitiçados que procuram infernalmente o paraíso...Por agora deixa-me ficar aqui aninhada, enquanto me contas fábulas como um final de "felizes para sempre", mesmo que na verdade tal não seja mais que uma metáfora do contrário...
Anelar
sábado, abril 22, 2006
porquê...?
”Porque hoje fui incapaz de reconhecer a tua falta e não proferi qualquer palavra.” Walter Garcia
Porque sempre que algo que não controlamos, nos controla a nós como se o nosso pescoço fosse um sufoco de uma trela.
Porque quem agarra essa trela é alto e não fala a mesma língua que nós, porque é mudo.
Porque as nossas mãos não são garras que retiram de dentro das nossas entranhas esse roído tenebroso que nos entorpece.
Porque a morte é vermelha e não preta.
Talvez porque O Dono usa um chapéu de palha tão grande que transforma o mundo em sombrio.
Fura_Bolos (?)
Porque sempre que algo que não controlamos, nos controla a nós como se o nosso pescoço fosse um sufoco de uma trela.
Porque quem agarra essa trela é alto e não fala a mesma língua que nós, porque é mudo.
Porque as nossas mãos não são garras que retiram de dentro das nossas entranhas esse roído tenebroso que nos entorpece.
Porque a morte é vermelha e não preta.
Talvez porque O Dono usa um chapéu de palha tão grande que transforma o mundo em sombrio.
Fura_Bolos (?)
terça-feira, abril 11, 2006
Pseudo-Monólogos do coração
-Depois de tantos anos em que tento entender-te, depois de tudo o que fiz por ti, dos momentos intimos que partilhamos, do carinho com que te tratei, confiando em ti a guarda daqueles que mais amo, como podes tu fazer-me isto?
-Mas fazer o quê afinal? Não entendo...
-Mas como não....És um cobarde, recuso-me a falar mais contigo, mesmo que da tua existência dependa a minha. Não te vou ouvir mais, és um verdadeiro charlatão.
-Calma, vamos falar, como sempre fizemos até há bem pouco tempo...
-Que dizes?Incessamentemente falei ctg, mas tu não respondias!
-Claro que respondia, sempre respondi aos teus apelos, mas as minhas respostas nem sempre são as que querias sentir...E por isso vais negando o que sentes, e dizes que sou que eu que sou mudo....
-Talvez, mas diz-me que maneiras atrozes são essas que agora encontraste para me infernizar, ou como dizes para te expressares?
-Chorar, sentir solídão, desespero,angústia?São essas as minhas "maneiras atrozes"?Ahahahahahah....
-Vês magoas-me, e ainda te ris com esse ar sarcástico..Nem pareces que fazes parte de mim...
-Desculpa não me contive, depois de tantos anos nunca pensei que me conhecesses tão pouco...Será que pensaste que a vida seria sempre feita de rosas?Não te lembraste que todas as rosas têm espinhos?...
-Claro que sempre soube disso. Pelos vistos eu é que sou uma estranha para ti...
-Não és, não..E também sei que tu sempre soubeste muito bem que a vida não era nenhum conto de fadas..O que acontece é que sempre te escondeste por detrás dos teus medos, que foste construindo como barreiras protectoras, que te protegiam dos sentimentos não só os piores, como muitas vezes dos melhores...
-Isso não é verdade...
-É sim, não negues mais a tua natureza humana.Por mais que nos exigam que sejamos perfeitos, nunca te esqueças que a verdadeira beleza do que somos está precisamente nos nossos "defeitos"....
-Supondo que tudo isto é verdade, diz-me coração...Como é que as barreiras se quebraram depois de tanto tempo,onde foi que as fendas abriram....?
-O que acontece é que essas barreiras sufocaram-me quase até à morte, e fenda fui eu mesma que a abri....As tuas fantasias, os teus sonhos, a tua felicidade, a tua tristeza, a tua ansiedade tinham de sair....porque estavam prestes a dinamitar-me..
-Foi como se depois de muito tempo as comportas se abrissem..
-..e saísse tudo o que devia sair agora e há vários anos atrás...
-Sabes tenho medo desta fenda que abriste em mim, tenho medo que nunca sare...
-Do que tens verdadeiramente medo é de sentir, de te sentir, de sentir os outros, o que te rodeia...
-Não posso ter sido tão fria durante tanto tempo....
-Mas julgas que eras fria com quem?Tu,eras a única pessoa com quem eras fria, porque não me ouvias, não me respeitavas...Agora que a fenda finalmente abriu, deixa-te ir ao sabor das tuas emoções,ri,chora, grita....
-Mas mesmo assim achas que era preciso passar por tanto sofrimento para me dar conta de tudo isto?Continuo a achar que apesar de tudo tens sido bastante cruel comigo...
-Daqui a um tempo vais agradecer-me por tudo isto...
-Acho que já te partiste em pedaços só de ouvir aquilo que tu próprio disseste...
-Estes momentos servem para crescermos, para nos flexibilizar a alma,para termos a capacidade de sermos felizes, sim porque achas que todos são capazes de serem felizes?..A própria felicidade assusta por vezes acredita.
-Acho que vou ter de dialogar mais vezes contigo, para evitar estas tuas partidas..Até mais, sinto-te por ai num dia mais cinzento..
Anelar
-Mas fazer o quê afinal? Não entendo...
-Mas como não....És um cobarde, recuso-me a falar mais contigo, mesmo que da tua existência dependa a minha. Não te vou ouvir mais, és um verdadeiro charlatão.
-Calma, vamos falar, como sempre fizemos até há bem pouco tempo...
-Que dizes?Incessamentemente falei ctg, mas tu não respondias!
-Claro que respondia, sempre respondi aos teus apelos, mas as minhas respostas nem sempre são as que querias sentir...E por isso vais negando o que sentes, e dizes que sou que eu que sou mudo....
-Talvez, mas diz-me que maneiras atrozes são essas que agora encontraste para me infernizar, ou como dizes para te expressares?
-Chorar, sentir solídão, desespero,angústia?São essas as minhas "maneiras atrozes"?Ahahahahahah....
-Vês magoas-me, e ainda te ris com esse ar sarcástico..Nem pareces que fazes parte de mim...
-Desculpa não me contive, depois de tantos anos nunca pensei que me conhecesses tão pouco...Será que pensaste que a vida seria sempre feita de rosas?Não te lembraste que todas as rosas têm espinhos?...
-Claro que sempre soube disso. Pelos vistos eu é que sou uma estranha para ti...
-Não és, não..E também sei que tu sempre soubeste muito bem que a vida não era nenhum conto de fadas..O que acontece é que sempre te escondeste por detrás dos teus medos, que foste construindo como barreiras protectoras, que te protegiam dos sentimentos não só os piores, como muitas vezes dos melhores...
-Isso não é verdade...
-É sim, não negues mais a tua natureza humana.Por mais que nos exigam que sejamos perfeitos, nunca te esqueças que a verdadeira beleza do que somos está precisamente nos nossos "defeitos"....
-Supondo que tudo isto é verdade, diz-me coração...Como é que as barreiras se quebraram depois de tanto tempo,onde foi que as fendas abriram....?
-O que acontece é que essas barreiras sufocaram-me quase até à morte, e fenda fui eu mesma que a abri....As tuas fantasias, os teus sonhos, a tua felicidade, a tua tristeza, a tua ansiedade tinham de sair....porque estavam prestes a dinamitar-me..
-Foi como se depois de muito tempo as comportas se abrissem..
-..e saísse tudo o que devia sair agora e há vários anos atrás...
-Sabes tenho medo desta fenda que abriste em mim, tenho medo que nunca sare...
-Do que tens verdadeiramente medo é de sentir, de te sentir, de sentir os outros, o que te rodeia...
-Não posso ter sido tão fria durante tanto tempo....
-Mas julgas que eras fria com quem?Tu,eras a única pessoa com quem eras fria, porque não me ouvias, não me respeitavas...Agora que a fenda finalmente abriu, deixa-te ir ao sabor das tuas emoções,ri,chora, grita....
-Mas mesmo assim achas que era preciso passar por tanto sofrimento para me dar conta de tudo isto?Continuo a achar que apesar de tudo tens sido bastante cruel comigo...
-Daqui a um tempo vais agradecer-me por tudo isto...
-Acho que já te partiste em pedaços só de ouvir aquilo que tu próprio disseste...
-Estes momentos servem para crescermos, para nos flexibilizar a alma,para termos a capacidade de sermos felizes, sim porque achas que todos são capazes de serem felizes?..A própria felicidade assusta por vezes acredita.
-Acho que vou ter de dialogar mais vezes contigo, para evitar estas tuas partidas..Até mais, sinto-te por ai num dia mais cinzento..
Anelar
quarta-feira, março 29, 2006
That´s not possible...
Em plena recessão económica nunca até agora tinha percebido o quão mal nós estamos...Agora até é preciso pagar 0.50 cêntimos para satisfazer como coisa tão urgente como as nossas necessidades fisiológicas...Sim porque estava eu na estação velha de Coimbra como se costuma dizer por aí "à mijinha pa rascar", quando chego ao WC e me apercebo que a crise afinal estava lá na mais simples premissa da condição humana..A princípio ainda pensei que punhamos a moedinha pa ir aos sanitário, e era tipo supermercado e depois devolviam...Mas nap...Foi caso para dizer que nunca me tinha passado a vontade tão rápido..
Anelar
Anelar
segunda-feira, março 13, 2006
Dedico a VÓS!!!
Quem te ouve?! Quem te chora?!
Quem te sorri?! Quem te consola?!
Aquele que te limpa a alma,
corrompe e esfola a prisão que te devora…
Não te deixes ir pelos que te sujam a carripana
pois é nela que levas os que mais amas.
Quem ouves?! Quem choras?!
Quem sorris?! Quem consolas?!
E que por vezes sovas?!
Sim… são esses poucos transeuntes
que te arrombam da tua fissura escondida…
E se não sabes quem eles são…
Caminha até aos dias da inquietação
e aí dirás quem te perturba…
Aí dirás por quem vociferas
quando as feras te fustigam…
E saberás o quanto a tua carripana
ao longo de um percurso Evarestiano
Se entristeceu e se alegrou…
ao som de angústias nauseantes e risadas saltitantes…
E como ela está cheia…
Cheia de algo que todos aclamam…
Aclamam pela labareda que te aquece
no mais gélido branco de neve que te cerca.
Polegar (Não direi um obrigada porque sei que foi tão bom para vós como foi para mim. E é esse o grande privilégio numa amizade…)
Quem te sorri?! Quem te consola?!
Aquele que te limpa a alma,
corrompe e esfola a prisão que te devora…
Não te deixes ir pelos que te sujam a carripana
pois é nela que levas os que mais amas.
Quem ouves?! Quem choras?!
Quem sorris?! Quem consolas?!
E que por vezes sovas?!
Sim… são esses poucos transeuntes
que te arrombam da tua fissura escondida…
E se não sabes quem eles são…
Caminha até aos dias da inquietação
e aí dirás quem te perturba…
Aí dirás por quem vociferas
quando as feras te fustigam…
E saberás o quanto a tua carripana
ao longo de um percurso Evarestiano
Se entristeceu e se alegrou…
ao som de angústias nauseantes e risadas saltitantes…
E como ela está cheia…
Cheia de algo que todos aclamam…
Aclamam pela labareda que te aquece
no mais gélido branco de neve que te cerca.
Polegar (Não direi um obrigada porque sei que foi tão bom para vós como foi para mim. E é esse o grande privilégio numa amizade…)
domingo, março 12, 2006
“Eu amo o mundo que odeio”
Sim… é ele, o mundo, que me arquitecta à sua própria semelhança … e por mais que a negue… não há escapatória possível… Eu sou do mundo mas o mundo não é só meu… não estou ilibar-me das culpas que tenho… Mas que culpa tenho eu, de ser assim como sou?! Digam-me!!! Possuo uma herança que não escolhi e um corpo, um mundo à qual pertenço, e na verdade me identifico. Será isso que me corrói?! Porquê me identifico com tantas coisas que me repugnam?! Contudo, na sua plenitude lhe confisco o que de melhor ele tem… e procuro me manter nela. Mais… tento preserva-la dentro de mim.
“EU AMO O MUNDO QUE ODEIO”… Esta frase, retirada do poema As Cinzas de Gramsci (1957) escrita pelo poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (a titulo de curiosidade - nasceu em Bolonha, um nome muito aclamado actualmente pelos estudantes universitários europeus. Talvez, a obra deste grande senhor seja uma boa inspiração para as lutas que se avizinham). Escolhi esta frase pela sua simplicidade de conter em poucas palavras, o solto do grito gritante que me vai intrínseco à alma… Acompanhando-me como uma sombra, que me convence cada vez mais da sua totalidade exímia. Ela remete-nos para muitos pensamentos longínquos…que nos levam ao tudo e ao nada. E façam um favor a vós próprios, deixai esses pensamentos intrusos, por vezes, fluir. Até vou partilhar convosco alguns… os que mais deambulam pelas veias pensantes… Comecemos pelos os dois únicos verbos da frase: Amo vs odeio. Como se ouve por aí, o amor e o ódio são tão próximos que se entrelaçam de uma forma tão penetrante, que nos leva a desconhecer a sua própria fronteira. O mundo é feito, queiramos ou não, de um ar antagónico que se respira a todos os milésimos de segundo… Vejamos as incertezas que percorremos para chegar as metas que conseguimos… Já alguém dizia “o que me lixa é a puta da dialéctica”. É a dor de pensar, de escolher, de ser… É uma luta inconstante entre o mundo e eu … porque é ele que me dá e tira o controlo que tanto venero… É ele que me encaixilha o sorriso e a lágrima na minha alma… É ele que me os carimba na minha cara.
Por ser ele o que me veste e despe todos os dias, também, é ele que amo e odeio todos os meus singulares dias…E porque a sua complexidade é singela, é única… Eterna de surpresas… Eu o amo mais do que o odeio…
Fica sempre muita coisa por se dizer… vamos dizendo… desde que o sistema cognitivo e fonológico nos deixe… Se não, só nos resta os pensamentos flutuantes que nos perseguem…
Polegar
“EU AMO O MUNDO QUE ODEIO”… Esta frase, retirada do poema As Cinzas de Gramsci (1957) escrita pelo poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (a titulo de curiosidade - nasceu em Bolonha, um nome muito aclamado actualmente pelos estudantes universitários europeus. Talvez, a obra deste grande senhor seja uma boa inspiração para as lutas que se avizinham). Escolhi esta frase pela sua simplicidade de conter em poucas palavras, o solto do grito gritante que me vai intrínseco à alma… Acompanhando-me como uma sombra, que me convence cada vez mais da sua totalidade exímia. Ela remete-nos para muitos pensamentos longínquos…que nos levam ao tudo e ao nada. E façam um favor a vós próprios, deixai esses pensamentos intrusos, por vezes, fluir. Até vou partilhar convosco alguns… os que mais deambulam pelas veias pensantes… Comecemos pelos os dois únicos verbos da frase: Amo vs odeio. Como se ouve por aí, o amor e o ódio são tão próximos que se entrelaçam de uma forma tão penetrante, que nos leva a desconhecer a sua própria fronteira. O mundo é feito, queiramos ou não, de um ar antagónico que se respira a todos os milésimos de segundo… Vejamos as incertezas que percorremos para chegar as metas que conseguimos… Já alguém dizia “o que me lixa é a puta da dialéctica”. É a dor de pensar, de escolher, de ser… É uma luta inconstante entre o mundo e eu … porque é ele que me dá e tira o controlo que tanto venero… É ele que me encaixilha o sorriso e a lágrima na minha alma… É ele que me os carimba na minha cara.
Por ser ele o que me veste e despe todos os dias, também, é ele que amo e odeio todos os meus singulares dias…E porque a sua complexidade é singela, é única… Eterna de surpresas… Eu o amo mais do que o odeio…
Fica sempre muita coisa por se dizer… vamos dizendo… desde que o sistema cognitivo e fonológico nos deixe… Se não, só nos resta os pensamentos flutuantes que nos perseguem…
Polegar
quarta-feira, março 08, 2006
"Um copo meio cheio, sff"
No prelúdio fugaz da aura acesa da manhã pressinto-te nos músculos comprimidos pela ansiedade envolta em papel com grafismos de dúvidas que o novo dia presenteia...
O cacau deprimente da vida transborda do copo matinal...Alegra-se com um café curto de sentimentos que hibernam no coração que fervilha com a cafeina buliciosa...
A paisagem angustiante dos meus pensamentos correm com uma fúria luminosa no espelho d'alma do comboio fantasma que me leva a conhecer a legião dos meus medos.. Dormito no ombro amigo da esperança, sonho com o pelo sedoso do familiar, tacteio o eterno em cada momento efémero de existência...
No meu destino vislumbro-os a eles...aos meus medos destemidos. Falo com eles, abraço-os, entrelaço-me nos seus confins, até nos fundirmos numa massa galática, que ofereço a mim mesma dentro de um cavalinho de Troia
Fino-me nos meus tormentos, renasço nos restos perdidos de mim mesma(ou pelo menos preciso de acreditar que sim...)
Anelar
O cacau deprimente da vida transborda do copo matinal...Alegra-se com um café curto de sentimentos que hibernam no coração que fervilha com a cafeina buliciosa...
A paisagem angustiante dos meus pensamentos correm com uma fúria luminosa no espelho d'alma do comboio fantasma que me leva a conhecer a legião dos meus medos.. Dormito no ombro amigo da esperança, sonho com o pelo sedoso do familiar, tacteio o eterno em cada momento efémero de existência...
No meu destino vislumbro-os a eles...aos meus medos destemidos. Falo com eles, abraço-os, entrelaço-me nos seus confins, até nos fundirmos numa massa galática, que ofereço a mim mesma dentro de um cavalinho de Troia
Fino-me nos meus tormentos, renasço nos restos perdidos de mim mesma(ou pelo menos preciso de acreditar que sim...)
Anelar
domingo, fevereiro 19, 2006
Técnica de engate
Enquanto ouvia um programa de radio achei piada ao comentário que a locutora fez sobre as estratégias de engate mais utilizadas pelos elementos masculinos, aqui vão:
-O débito de uma ou duas frases feitas que poe de parte toda a hipotese que poderiam ter.
-O relato do quão dificil tem sido a sua vida emocional, e que visa despertar na mulher um espécie de instinto maternal
-A desconstrução das duas hipóteses anteriores que se revela com frases do tipo "Eu sei que não uma rapariga que se deixa ir em cantigas...."
Bem realmente estas técnicas comtemplam uma vasta gama de especimes masculinos, mas será que existem outras?Comentem e digam de vossa justiça..
Anelar
-O débito de uma ou duas frases feitas que poe de parte toda a hipotese que poderiam ter.
-O relato do quão dificil tem sido a sua vida emocional, e que visa despertar na mulher um espécie de instinto maternal
-A desconstrução das duas hipóteses anteriores que se revela com frases do tipo "Eu sei que não uma rapariga que se deixa ir em cantigas...."
Bem realmente estas técnicas comtemplam uma vasta gama de especimes masculinos, mas será que existem outras?Comentem e digam de vossa justiça..
Anelar
sábado, fevereiro 18, 2006
???
Ás vezes tenho vontade de gritar o refrão da música do Jack Johnson "where the good people go?"....
Anelar
Anelar
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Amiais ao rubro:D
DIAS 18,19,20 E 21:FESTAS DE AMIAIS DE BAIXO-A MELHORES FESTAS DE INVERNO DA REGIÃO CENTRO, COM UM ESPECTACULAR FOGO DE ARTÍFICIO.APAREÇAM!!!
Bem como boa amiense tinha que fazer passar a mensagem lol
Anelar
Bem como boa amiense tinha que fazer passar a mensagem lol
Anelar
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Tabacaria
Tabacaria perdida no meio de mim...charutos, cigarros, cigarrilhas...enquanto vou assim languidamente fumando um cigarro imaginário até me perder mais uma vez no centro de mim, onde as ruas do prazer e da tristeza se entrecruzam e abalam todo o tipo de orientação existente nas placas sentimentais penduradas nos sentimentos mais superficiais...Perguntam-me "Onde fica a tabacaria?", atónita respondo"Qual tabacaria?", sem saber que ela se encontra aqui mesmo no centro de mim, dos meus sentimentos, dos meus pensamentos, de forma misteriosa e sensual...E assim vou continuando perdida , envolta no fumo que me enebria e me transforma numa fumadora compulsiva, das minhas próprias emoções e incertezas...Estarás tu na tabacaria perdida em mim, ou não passas de um delirio provocado pelo fumo espesso que me abraça?De qualquer forma esperarei por ti aqui no centro mim,enebriada pelo rasto fumegante das estrelas cadentes que vao descendo rumo à tabacaria...
Anelar
Anelar
Riot in an empty street
Estou a ouvir Yann Tierson e lembrar-me ti, de todo o mundo de fantasia e de magia envolto no fabuloso destino de Amelie... De como pequenos momentos podem se transformar em lugarzinhos no céu e de como foi bom estar contigo a ver o filme, os dois prostrados naquela cama, de pernas entrelaçadas e de olhares cúmplices.
Quero que saibas que independentemente de tudo, nunca te esquecerei, deste-me lugarzinhos no ceu, foste o sonho para mim, deste-me o sonho....
Recordarei sempre como é bom ver-te de perfil e acariciar-te o cabelo, mesmo quando fazes um olhar de desprezo. De como é bom ver as tuas pestanas bem de perto. De tão perto que estas se tornam frágeis, tão frágeis como se no universo de um toque fossem fechar-se para sempre. De como estas pestanas de "cem mil cavalos no peito", quase infantis, acariciavam a minha face!
Mudaste-me a mim.... E, se queres que te diga, o método da adição é o único método exequível para atingires a unicidade do ser... Eu tenho-te em mim, percebes? Ficas-te cá muito bem guardado, numa caixinha redonda de metal com cavalinhos brancos...
Obrigada por existires e por me fazeres sonhar....
Fura_Bolos (fairytales :) )
Quero que saibas que independentemente de tudo, nunca te esquecerei, deste-me lugarzinhos no ceu, foste o sonho para mim, deste-me o sonho....
Recordarei sempre como é bom ver-te de perfil e acariciar-te o cabelo, mesmo quando fazes um olhar de desprezo. De como é bom ver as tuas pestanas bem de perto. De tão perto que estas se tornam frágeis, tão frágeis como se no universo de um toque fossem fechar-se para sempre. De como estas pestanas de "cem mil cavalos no peito", quase infantis, acariciavam a minha face!
Mudaste-me a mim.... E, se queres que te diga, o método da adição é o único método exequível para atingires a unicidade do ser... Eu tenho-te em mim, percebes? Ficas-te cá muito bem guardado, numa caixinha redonda de metal com cavalinhos brancos...
Obrigada por existires e por me fazeres sonhar....
Fura_Bolos (fairytales :) )
terça-feira, fevereiro 14, 2006
O Dia dos Namorados ou o Dia 14 de Fevereiro?
O dia dos namorados, inventado por uma questão meramente comercial, serve para provocar, sob o meu ponto de vista, duas importantes situações na nossa sociedade:
(1) Serve para quem namora ter uma desculpa para ir jantar fora e receber uma prendinha (com um coração e vermelha, na certa!). Ou, no pior dos casos, serve para o casal andar o dia todo aos suspiros e aos beijinhos um com o outro, de uma forma pegajosa e, por vezes, até mesmo enjoativa;
(2) Serve para quem não namora andar o dia todo a levar de tabela com montras vermelhas e berrantes e com os casaisinhos que se passeiam apaixonadamente, para chegar ao final do dia e conseguir ter a derradeira certeza de que "preciso de desencalhar"!
Fura_Bolos (lol)
(1) Serve para quem namora ter uma desculpa para ir jantar fora e receber uma prendinha (com um coração e vermelha, na certa!). Ou, no pior dos casos, serve para o casal andar o dia todo aos suspiros e aos beijinhos um com o outro, de uma forma pegajosa e, por vezes, até mesmo enjoativa;
(2) Serve para quem não namora andar o dia todo a levar de tabela com montras vermelhas e berrantes e com os casaisinhos que se passeiam apaixonadamente, para chegar ao final do dia e conseguir ter a derradeira certeza de que "preciso de desencalhar"!
Fura_Bolos (lol)
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Terapia de Choc
Entre noticias más e menos más, eis que numa manhã entendiante de trabalho me deparo com um estudo que já fez valer a pena ter acordado das 8 da matina a um Sábado de manhã(o que para mim equivale a um dia inteiro de mau humor...)..O artigo retratava, a importância que um simples chocolate poder ter nas nossas vidas(pelo menos para mim que me declaro desde já uma chocoólica inveterada...) por vezes tão amargas ,desde os tempos dos astecas, em que o chocolate era o manjar dos deuses, sendo que o seu deus Quetzalcoatl roubou um cacaueiro do paraíso e desceu à Terra sob a luz da estrela da manhã, com o fruto do roubo.A partir daqui foi a verdadeira chocomania que se instaurou nas mentes humanas, que hoje apesar de continuarem a adorar o chocolate tal e qual como os astecas, declaram -no como um dos frutos proibidos mais apetecidos à face da Terra, resultado dos padrões de beleza de que somos alvos(digamos que até por estas bandas da culinária, os mecanismos de defesa se puseram "ao alto")É indissociável o sentimento de culpa de quem se empaturra de chocolate, sendo que para tal não aconteça que ocorra um dia festivo, que justifique tal gulodice..Este estudo referia mesmo que a proibição ambivalente de comer chocolate(uma vez que pardoxalmente somos bombardeados por ele a toda a hora..) se torna numa verdadeira obcessão, e muitos das pessoas que sofrem de distúrbios alimentares ou que são privadas de desfrutar desta iguaria acabam por deseja-lo fortemente, falar dele incessantemente e chegam mesmo a sonhar com ele...
Mas agora PASMEM-SE foi realizado um estudo que referia que 50% das mulheres preferam chocolate a sexo!!!!!!!!!!!!Bem eu não sei quanto a vocês, mas eu fiquei boquiaberta...A explicação científica descreve que o chocolate provoca a libertação de endorfinas"mensageiras de felicidade" do corpo, assim como vestígios de feniltilamina, um composto químico libertado durante o orgasmo...E não, não vou usar este argumento para uma vez mais dizer"homens, para que precisamos de vós afinal?", porque embora não aparente, eles até nem são tão"distraídos" digamos assim , uma vez que aproveitam este facto para aparecerem em ocasiões especiais com uma caixa de chocolates de luxo para presentear a sua cara metade, e portanto estão, segundo o estudo certamente "à procura de paixão".Portanto já sabem se amanhã os vossos namorados surgirem com caras de anjinhos com uma caixinha de bombons, o que é que afinal eles querem(como se fosse preciso os bombons pa saber..).Aqui fica o apelo:Mulheres de todo os mundo, se sois umas verdadeiras fanáticas por feniltilamina, por que não optar pela junção dos dois modos de obter prazer....Eu sei , eu sei, porque às vezes no segundo caso é preciso pagar muito caro por uma pequena dose de feniltilamina e mais alguns compostos químicos, mas mesmo assim compensa....porque nem tudo é mau, e existem coisas que nem o chocolate pode dar:amor e cumplicidade...Por isso amanhã no tão badalado Dia dos Namorado, não se deliciem só com o chocolate, e tomem iniciatica para resolver alguns problemas sentimentais que nem sempre revestem a vida com doçura...
Anelar
Mas agora PASMEM-SE foi realizado um estudo que referia que 50% das mulheres preferam chocolate a sexo!!!!!!!!!!!!Bem eu não sei quanto a vocês, mas eu fiquei boquiaberta...A explicação científica descreve que o chocolate provoca a libertação de endorfinas"mensageiras de felicidade" do corpo, assim como vestígios de feniltilamina, um composto químico libertado durante o orgasmo...E não, não vou usar este argumento para uma vez mais dizer"homens, para que precisamos de vós afinal?", porque embora não aparente, eles até nem são tão"distraídos" digamos assim , uma vez que aproveitam este facto para aparecerem em ocasiões especiais com uma caixa de chocolates de luxo para presentear a sua cara metade, e portanto estão, segundo o estudo certamente "à procura de paixão".Portanto já sabem se amanhã os vossos namorados surgirem com caras de anjinhos com uma caixinha de bombons, o que é que afinal eles querem(como se fosse preciso os bombons pa saber..).Aqui fica o apelo:Mulheres de todo os mundo, se sois umas verdadeiras fanáticas por feniltilamina, por que não optar pela junção dos dois modos de obter prazer....Eu sei , eu sei, porque às vezes no segundo caso é preciso pagar muito caro por uma pequena dose de feniltilamina e mais alguns compostos químicos, mas mesmo assim compensa....porque nem tudo é mau, e existem coisas que nem o chocolate pode dar:amor e cumplicidade...Por isso amanhã no tão badalado Dia dos Namorado, não se deliciem só com o chocolate, e tomem iniciatica para resolver alguns problemas sentimentais que nem sempre revestem a vida com doçura...
Anelar
sábado, fevereiro 11, 2006
House emotions
Milhares de luzes psicadélicas piscam na infinitude de rectas curvilineas do pensamento...Os teus olhos esgazeados, desnudam-me num só olhar, dizem-me coisas k as tuas palavras jamais poderiam sequer murmurar...Na ilusão óptica do desejo, não vejos senão visões pintadas de sabores exóticos, e sons inaudíveis, no gemer silenciosao do meu coração..Persigo a tua estranheza e quero conhece-la, mas espalha-se como mil bolinhas de mercúrio, por entre os meus óculos esfumados por reagentes que vão corroendo a cúmplicidade culpada do infortúnio que virá depois...As luzes lá vão piscando, no teu cheiro, no teu toque, no teu som e sabor...Piscam e piscam sem se fundiram na mediocridade dos nossos corpos, que se alienam da sordidez envolvente...Na loucura consciente do chá calmante tento recuperar a lucidez, mas entre aromas doces e amargos, mais não vejo que esse teu brilho neutral prescrutando-me desvariado, guloso pela minha culpa...As garras da vontade vão assim despontando em mim..E a luzes piscam...
Anelar**
Anelar**
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Isto há coisas...
Eis que ontem numa bela tarde ensolarada, depois de um exame(no qual juro não utilizei em nada a minha costela alentejana), ai vamos nós os petizes todos contentes ao som da música mais coachada do momento "That´s the crazy frog..", que provinha nada mais nada menos do que dos carrinhos de choques implantados na Praça da Répública(será que tem algum sentido, é que a República Portuguesa não para de chocar no ensino, na sáude, nas pensões sociais, etc...). E assim lá fomos andar de popós, e nem sei bem pa´quê já que nas nossas estradas com o excesso de velocidade e alcóol passamos a vida a chocar.. Mas o ponto fulcral de toda esta questão é o quão aplicável psicologia pode ser até no contexto de carrinhos de choque...É que andavam por lá uns fedelhitos a andar de popó e muito me espantei, quando chocavam contra nós, pela frente, por trás, que tava a ver que me saltavam os dentinhos da frente...mas o melhor é que no pós choque eles meio ranhozitos e tudo, diziam :"Chupa", enquanto iam limpando o pingo na manga...Bem ainda dizem que não é preciso psicologia da educação, psicologia do desenvolvimento, e quem sabe depois de umas boas avaliações se encaminhem para os serviços de psicologia clínica, que ao não darem resultado só mesmo tratados por um psicólogo criminal, depois de delitos feitos e sensibilidades feridas, sim porque tudo pode começar com uma simples palavrinha cujas as várias interpretações podem fazer dela algo tão inocente...E já agora os psicólogos organizacionais para um recrutamento eficaz dos arrumadores dos carrinhos, dos seguranças que só deixem entrar gente com boas intenções, ou até do pessoal da gerência, já que o dinheirito é pouco po que eles pedem e já agora que tivessemos direito a um seguro de saúde pelas nodoas negras, pelos traumas, e por possível gaguez provocada pelos sustos que apanhamos..E finalmente psicologia social que poderia analisar a proliferação de barraquinhas de "charros"(à lá polegar lol), cachoros etc, que entra sem dúvida em contrasenso com a sociedade anorética em que pretendemos viver, muito embora não o consigamos.
E agora vou me "agarrar" a psicopatologia, pode ser que tenha um capítulo só sobre os comportamentos desviantes nos carrinhos de choque...
Anelar***
E agora vou me "agarrar" a psicopatologia, pode ser que tenha um capítulo só sobre os comportamentos desviantes nos carrinhos de choque...
Anelar***
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Ecos,ecos,ecos....
Força,força,força,força,força.....
Vontade, vontade,vontade,vontade,vontade....
Impaciência,impciência,impaciência,impaciência,impaciência....
Esperança,esperança,esperança,esperança,esperança...
Curiosidade,curiosidade,curiosidade,curiosidade,curiosidade....
Café,café,café,café,café...
Sono,sono,sono,sono,sono...
Futuro,futuro,futuro,futuro,futuro...
Amizade,amizade,amizade,amizade,amizade...
Conhecimento,conhecimento,conhecimento,conhecimento,conhecimento
Saudades,saudades,saudades,saudades,saudades...
Coragem,coragem,coragem,coragem,coragem...
Jack Johnson,Jack Johnson, Jack Johnson, Jack Johnson, Jack Johnson....
Diferença,diferença,diferença,diferença,diferença...
Flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade...
Vermelho,vermelho,vermelho,vermelho,vermelho...
Surpresa,surpresa,surpresa,surpresa,surpresa...
Tu, tu, tu, tu,tu....
Estes são os ecos que vagueiam nos meus pensamentos, enquanto ouço o novo single da Alanis Morissette, cujo o refrão é esta sábia frase" We are never gone survive unless we've got a little crazy...". De facto embora o recusemos a loucura é um traço intrinsecamente humano, que percorre um continuum...No extemo máximo temos os loucos varridos, alienados, sem noção da realidade comum a todos, e no outro extremo temos sei lá...um robot?É verdade muitas vezes são necessárias umas boas pitadas de loucura, ou até quem sabe uma mão cheia dela(sem nunca chegar aos extremos atenção..), para sobreviver neste mundo, em que frequentemente tudo é ambíguo, instável e a preto e branco...Por isso já pensaram que talvez a loucura seja assim como os lápis da vida, e nos permita colori-la q.b, para que não pensemos que vivemos no abismo.
Vontade, vontade,vontade,vontade,vontade....
Impaciência,impciência,impaciência,impaciência,impaciência....
Esperança,esperança,esperança,esperança,esperança...
Curiosidade,curiosidade,curiosidade,curiosidade,curiosidade....
Café,café,café,café,café...
Sono,sono,sono,sono,sono...
Futuro,futuro,futuro,futuro,futuro...
Amizade,amizade,amizade,amizade,amizade...
Conhecimento,conhecimento,conhecimento,conhecimento,conhecimento
Saudades,saudades,saudades,saudades,saudades...
Coragem,coragem,coragem,coragem,coragem...
Jack Johnson,Jack Johnson, Jack Johnson, Jack Johnson, Jack Johnson....
Diferença,diferença,diferença,diferença,diferença...
Flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade,flexibilidade...
Vermelho,vermelho,vermelho,vermelho,vermelho...
Surpresa,surpresa,surpresa,surpresa,surpresa...
Tu, tu, tu, tu,tu....
Estes são os ecos que vagueiam nos meus pensamentos, enquanto ouço o novo single da Alanis Morissette, cujo o refrão é esta sábia frase" We are never gone survive unless we've got a little crazy...". De facto embora o recusemos a loucura é um traço intrinsecamente humano, que percorre um continuum...No extemo máximo temos os loucos varridos, alienados, sem noção da realidade comum a todos, e no outro extremo temos sei lá...um robot?É verdade muitas vezes são necessárias umas boas pitadas de loucura, ou até quem sabe uma mão cheia dela(sem nunca chegar aos extremos atenção..), para sobreviver neste mundo, em que frequentemente tudo é ambíguo, instável e a preto e branco...Por isso já pensaram que talvez a loucura seja assim como os lápis da vida, e nos permita colori-la q.b, para que não pensemos que vivemos no abismo.
sábado, janeiro 28, 2006
Viagem
As minhas lágrimas formaram um lago de poesia, a poesia provocou a erosão dos meus sentimentos, que agora vão jazendo como areia fina numa praia de sonhos e fantasias...As fantasias conseguem levar-me ao céu como se estivesse num balão de ar quente multicolor...De repente o balão explode...BUUMM!!! Penso que vou cair.....mas não um anjo agarra-me e pousa-me numa nuvem de algodão doce...Mas no meio de tanta doçura quero ir embora..sinto-me sozinha naquele paraíso celestial, e nem anjo me faz companhia, porque existe por aí muita gente que cai dos seus balões de ar quente, e não leva pára-quedas, e por isso tem que ser amparado pelo anjo...Faço um barco com um pedaço de nuvem, e remo por entre estrelas e buracos negros..faço corridas nos aneis de Saturno, e congelo em Plutão..consigo vislumbrar o extremo da Via láctea...mas subitamente sinto-me de novo só, eu e o meu barco de doçura...Então volto...reencontro o anjo, conserto o meu balão de ar quente e volto à praia, tomo banho no lago, e evaporo-me com ele até ao local de onde vieram as lágrimas...e é lá que descubro todas as alegrias viscerais, persigo-me até encontrar a nascente das lágrimas cristalinas...E tomo uma decisão: vou tapar um bocadinho da nascente para que as lágrimas não corram tanto, e só o façam quando a tristeza o pedir muito..Porque as viagens que podemos fazer, só têm sentido se conseguirmos dar a volta a nós próprios, não em 80 dias, mas quem sabe em cem, em mil, durante toda a vida, ou toda a eternidade nos pensamento de quem nos vê enquanto estrelas no céu..
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